Lula assume negociação de acordos eleitorais

Petista reuniu ontem em seu apartamento, em São Bernardo, presidentes do PT e do PSB para fechar pactos em todo o País, especialmente em SP

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2012 | 03h05

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu ontem as articulações políticas pelas eleições de 2012, especialmente em São Paulo. O petista reuniu à noite, em seu apartamento em São Bernardo do Campo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).

A estratégia de Lula é costurar o apoio do PSB à candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo vinculando-o a acertos com o PSB em outras capitais e municípios do País. Um dos pedidos de Lula a Campos é que o PSB apoie também a candidatura de Maurício Rands (PT) em Pernambuco. Em troca, os petistas terão que dar apoios ao PSB em vários outros municípios.

O encontro ocorreu após dois gestos concretos do PT que podem auxiliar na composição com o PSB na capital paulista. Em Minas Gerais, os petistas concordaram em apoiar incondicionalmente a reeleição do prefeito Márcio Lacerda (PSB), mesmo com a presença do PSDB na coligação. Além disso, dirigentes do PT em São Paulo passaram a admitir nos últimos dias, conforme revelou o Estado ontem, que o partido também pode desistir de candidatura própria em Campinas e apoiar o nome do deputado Jonas Donizette (PSB) para a prefeitura.

O encontro começou por volta das 19h de ontem no apartamento de Lula. Eduardo Campos foi o último a chegar. Até o fechamento desta edição, o encontro não havia acabado.

Imbróglio. A direção do PSB em São Paulo tem fortes ligações com os tucanos. O dirigente da sigla, Márcio França, é secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A proximidade com o PSDB no Estado aumenta as dificuldades de aliança. Porém, o PT aposta na proximidade política de Eduardo Campos com Lula para facilitar uma composição.

Eduardo Campos tem interesse em aumentar a inserção política do PSB no Sudeste com o aumento de prefeituras comandadas pela sigla na região. O governador de Pernambuco ensaiou, inclusive, uma aproximação política com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criador do PSD. O partido de Campos é forte no Nordeste, mas o governador, que tem planos de se lançar à Presidência no futuro, quer fortalecer a máquina partidária em todo o País. / DAIENE CARDOSO e JULIA DUAILIBI

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