Lula assume costuras com PSB, PC do B e PR por Haddad

Presidente reuniu comando da campanha após pesquisa Ibope mostrar que ex-ministro está estagnado em 3%

FERNANDO GALLO, DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO , O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2012 | 03h01

Um dia após a divulgação da pesquisa Ibope que mostrou o ex-ministro Fernando Haddad estagnado em 3% das intenções de voto na disputa pela Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o comando do PT para uma conversa a fim de monitorar as costuras políticas sobre alianças. Ele avisou aos correligionários que entrará em campo novamente para destravar as negociações emperradas envolvendo PSB, PR e PC do B.

Lula informou aos petistas presentes à reunião que vai procurar a direção nacional dos três partidos para resolver a chapa de Haddad. Ele vai se encontrar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e ainda com os senadores Alfredo Nascimento e Blairo Maggi, ambos do PR. Os encontros devem ocorrer a partir da semana que vem.

Um dos presentes ao encontro disse que Lula está "muito bem". "Ganhou bastante peso e já está até gordinho. Estava sem bengala, animado, não tossiu e a voz não falhou", relatou.

Resolução. Num esforço para fortalecer Haddad, o PT nacional aprovou uma resolução ontem que, na prática, significa uma intervenção da cúpula nos diretórios municipais de Mossoró (RN) e Duque de Caxias (RJ), duas das principais cidades nas quais o PSB coloca como condição ter a cabeça de chapa para dar apoio ao PT na capital paulista, como antecipou o Estado na segunda-feira.

O documento transfere à Executiva Nacional da sigla a decisão sobre coligações em cidades com mais de 200 mil eleitores e em municípios considerados polos econômicos regionais. A resolução determina que, nessas cidades, as chapas devem ser homologadas pelo PT nacional antes do registro na Justiça Eleitoral.

Confusão. "(A resolução) É justamente para não ter que provocar intervenção se tiver que fazer cumprir a tática nacional", disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão. "Não é intervenção. Isso suscitaria dissolução do diretório, nomeação de comissão provisória, uma confusão grande do ponto de vista político e organizativo."

Além de Mossoró e Duque de Caxias, o PT está na iminência de anunciar que em Macapá (AP) e Boa Vista (RR) apoiará os candidatos socialistas. "Em Macapá havia um acordo anterior de apoiar o candidato do PT, e nós estamos abrindo mão disso em nome de uma aliança mais forte com o PSB", declarou Falcão.

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