'Lula apequena biografia', afirma Aécio sobre ataques

'Lula apequena biografia', afirma Aécio sobre ataques

Candidato diz ignorar declarações de ex-presidente, segundo quem o tucano é 'filhinho de papai', e evita falar sobre decisão do Ministério Público Federal de investigar construção de aeroporto

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 17h15

Ampliada às 17h54

Belo Horizonte - O candidato Aécio Neves respondeu em Belo Horizonte na tarde desta quarta-feira, 22, os ataques feitos contra ele pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, que chamou o tucano de "filhinho de papai" em um comício. "Eu ignoro. Lamento apenas que o ex-presidente cumpra esse papel inexpressivo. É triste. Lula apequena sua biografia", afirmou.

O presidenciável falou com os jornalistas nesta quarta antes de participar de um comício no centro de Belo Horizonte. O tucano também reclamou da produção de materiais de campanha apócrifos que, segundo ele, tentam criar rumores de que ele acabaria com programas sociais e prejudicaria os servidores públicos. "Essa campanha será marcada como a da infâmia. Jornais apócrifos estão sendo produzidos em todo o Brasil, dizendo que somos contra os programas sociais e bancos públicos. O meu dever é tranquilizar os beneficiários do Bolsa Família e os servidores."


Questionado sobre propagandas elaboradas pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) com insinuações de que ele desrespeita as mulheres, Aécio voltou a se queixar das "infâmias". "Eles acham que podem enganar a todos o tempo todo, mas não podem", disse.

Aécio cumpre agenda em seu Estado natal, local também escolhido para encerrar a campanha tucana, no sábado, 25. No sábado, ele vai visitar o túmulo do avô, Tancredo Neves, em São João Del Rey, mas no domingo volta a Belo Horizonte.

Aeroporto de Cláudio. O candidato foi econômico nas palavras ao comentar a decisão do Ministério Público Federal em Divinópolis, na região central de Minas, de abrir procedimento para apurar suspeita de improbidade administrativa na construção do aeroporto de Cláudio. "Tem que investigar", afirmou.

A obra, iniciada na gestão de Aécio à frente do governo de Minas em 2009, custou R$ 13,9 milhões ao Estado e foi feita em terreno desapropriado de um tio-avô do tucano, Múcio Guimarães Tolentino. O caso foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo. Aécio nega irregularidades.

Democratização da mídia. Durante entrevista coletiva concedida a jornalistas de veículos do interior de Minas, Aécio defendeu a democratização da mídia e do futebol. "A democratização da mídia é muito importante, quero fortalecer a mídia do interior", disse. Sem entrar em detalhes, o candidato sinalizou que a proposta seria no sentido de garantir mais repasse de publicidade a jornais menores. A ideia, portanto, não se assemelharia à bandeira da democratização dos meios de comunicação tradicionalmente defendida por lideranças de esquerda e setores do PT. Aécio é sócio de uma rádio no Estado. A sociedade foi formalizada depois que o tucano deixou o comando do governo mineiro, em 2010.

O tucano também disse ter conversado nesta quarta com o senador eleito pelo PSB do Rio e ex-jogador Romário e falou sobre a democratização do futebol brasileiro. "Temos que democratizar o futebol brasileiro. Vou estimular um debate sobre a profissionalização da gestão dos clubes", afirmou. Aécio sugeriu ainda que o calendário do Campeonato Brasileiro seja reformulado. / Colaborou Marcelo Portela

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