Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula afirma que é ‘amigo’ de adversários de Dilma Rousseff

Ex-presidente cita a origem petista de Marina, Luciana Genro e Zé Maria e ressalta que só ‘Aécio e Everaldo não eram do PT

Marcos Moraes , Especial para o Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 22h13

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira ser amigo de todos os candidatos que disputam a vaga ao Palácio do Planalto, em Manaus. "Eu sou amigo do Aécio (Neves), sou amigo da Marina (Silva), sou amigo da Dilma, sou amigo da Luciana Genro, sou amigo do Zé Maria", disse o petista ao explicar a escolha do nome que disputaria a Presidência pelo PT, em 2010, em meio a tantos "amigos".

"Ela (Dilma Rousseff) foi escolhida para cuidar de uma família de 200 milhões de pessoas", afirmando que sentia-se como um pai da nação brasileira que só entregaria seus filhos a quem tivesse muita confiança. Ainda arrematou dizendo que elegeria qualquer candidato que apoiasse. "Eu elegeria qualquer pessoa que eu indicasse."

Após endereçar adjetivos à petista, Lula fez referência à procedência política dos rivais de sua candidata. "De todos que estão aí, apenas dois, o companheiro Aécio e o pastor Everaldo, não vieram do PT", disse o ex-presidente, já bastante rouco e cauteloso com a garganta. "Me deem água, por favor." Sua agenda começou em Belém, passou por Manaus, Campo Grande (MS) e iria incluir, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Lula entrou e saiu 'blindado' do comício ao lado do governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), evitando contato com a imprensa. Ele elogiou o aliado e candidato a governador do Estado, destacando projetos de parceria entre o Estado e o governo federal no período em que Braga, hoje senador, governou o Amazonas (2002 a 2010). "Eu nunca tive neste país nenhum governador com a capacidade de trabalho e a lealdade do companheiro Eduardo Braga", disse Lula.

O ex-presidente usou a estratégia de exaltar sua gestão no lugar de lançar críticas aos adversários da candidata à reeleição Dilma Rousseff. Reiterou que tem desafetos porque foi ele quem permitiu que o pobre pudesse andar de avião, frequentar faculdade e comer em restaurante. "Onde já se viu isso? É preciso contar à juventude o que era o Brasil antes de nós chegarmos ao governo."

Lula repetiu um discurso de campanha usado para eleger Dilma, em 2010. "Aprendemos a não falar grosso com Bolívia e fino com os Estados Unidos", defendeu Lula.

Antes de o ex-presidente falar no palco montado em shopping da capital manauara, houve um momento dedicado à fé. Uma senhora que estava no palanque pediu a palavra e começou a pregar no palco, pedindo proteção ao candidato local e finalizando com um pai-nosso.

Também discursaram, antes de Lula, o candidato ao governo Eduardo Braga e a vice Rebecca Garcia (PP), além do deputado federal e candidato a senador Praciano (PT) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). Cercado de vereadores e candidatos a deputado estadual e deputado federal na chegada ao palco, Lula primeiro deu atenção aos políticos da Coligação Renovação e Experiência, com direito abraços e selfies antes do contato com os militantes. Já em Campo Grande (MS), o petista defendeu o pré-sal, brincando que ele próprio iria mergulhar nas profundezas do mar para extrair petróleo. "E tem gente que quer acabar com o pré-sal."

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