O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h12

Eduardo Bresciani e Felipe Recondo

Expansivo nas críticas, mas recatado nos votos, o ministro mais novo do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, encarnou, na prática, o papel de "comentarista de videoteipe" que inicialmente parecia recusar. Ao proferir um voto, o ministro admitiu que exercerá um papel figurativo no processo. Poderá fazer declarações polêmicas, como a da sessão de estreia, em que pôs em dúvida a classificação de "maior escândalo de corrupção da história do País" para o mensalão, mas não parece disposto a votar contra as decisões tomadas pela maioria dos colegas da Corte do ano passado. Para decepção dos até então colegas de profissão, os advogados, Barroso faz a crítica ao julgamento, reconhece erros do STF, aponta exageros nas penas, diz que julgaria de forma distinta, e só. Foi assim ao analisar o recurso da ex-diretora da agência SMPB Simone Vasconcelos. Barroso se disse "impressionado" com a pena superior a 12 anos. Ao votar, porém, manteve a punição. "Não estou aqui para comentar o videoteipe. É uma questão que já foi objeto de decisão e me sinto impossibilitado de interferir." Um sinal de que o processo do mensalão dificilmente terá reviravoltas.

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