Locais de votação são incendiados no Maranhão

Locais de votação são incendiados no Maranhão

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, viajou ontem para a capital maranhense com o ministro da Defesa

Diego Emir/ ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

Três escolas que receberiam urnas eleitorais foram incendiados no Maranhão ontem, na véspera do dia de votação. Um caso foi na capital maranhense e os outros dois, em São José de Ribamar, município que faz parte da região metropolitana. Ao todo, a secretaria estadual de Educação informou que sete escolas e creches foram incendiadas desde quinta-feira, totalizando 21 ataques, em uma onda de atentados no Estado.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, afirmou que os ataques têm o objetivo de impedir a realização das eleições de hoje. “Vamos fazer a contenção deles até a segunda-feira, considerando que têm uma pauta que nós não temos como responder, que é a não realização das eleições.”

Mendes. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, embarcou na manhã de ontem para São Luís. Segundo ele, organizações criminosas de dentro dos presídios é que estão ordenando os ataques a escolas onde serão realizadas as votações. “O Estado de direito deve preservar todas as relações e superar todos os desafios”, disse.

Ele se encontrou com o governador do Estado, Flávio Dino (PCdoB), e visitou uma escola que é ponto de votação. “As pessoas podem ir votar. Devem votar sem medo. Uma das condições básicas do voto é a liberdade de fazer a escolha”, afirmou o ministro. Ele lembrou que quase 400 municípios terão reforço das forças federais.

A Justiça Eleitoral afirmou que cinco locais onde ocorreriam votação hoje tiveram de ser alterados. Nenhuma urna foi danificada.

Em razão da onda de violência, a distribuição dos equipamentos, que seria feita até anteontem, foi adiada nos 259 locais de votação de São Luís. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que acompanhou Mendes em São Luís, disse que as Forças Armadas foram mobilizadas. “A pedido do TSE estamos com um efetivo de cerca de 1,3 mil militares aqui no Maranhão. E temos força reserva que pode ser deslocada se necessário.” / COLABOROU MURILO RODRIGUES ALVES

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