Estadão, Divulgação e Câmara dos Deputados
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Quem são os candidatos a prefeito do Rio nas eleições 2020 

Eduardo Paes e Marcelo Crivella lideram a disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro; confira lista completa e conheça todos os nomes na corrida

Caio Sartori e Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2020 | 19h40
Atualizado 14 de outubro de 2020 | 00h51

RIO - Catorze candidatos a prefeito e vice-prefeito foram oficializados no Rio de Janeiro nas eleições 2020. São seis coligações e oito candidaturas individuais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Além do mandatário da prefeitura, os eleitores também vão escolher vereadores neste pleito. O primeiro turno ocorre em 15 de novembro e o segundo, se houver, em 29 de novembro.

Na primeira pesquisa Ibope de intenção de voto nas eleições 2020 no Rio, publicada em 2 de outubro, Eduardo Paes (DEM) lidera a disputa, com 27%. O segundo colocado é Marcelo Crivella (PRB), com 12%. Duas candidaturas mais à esquerda seguem no na sequência: de Martha Rocha (PDT), com 8%, e de Benedita da Silva (PT), com 7%.

O quadro é de possível nacionalização da disputa, mesmo que o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que não vai interferir nas eleições, ao menos do primeiro turno. 

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Outros candidatos são Cyro Garcia (PSTU), Clarissa Garotinho (PROS), Eduardo Bandeira de Mello (Rede),  Fred Luz (Novo), Glória Heloiza Lima da Silva (PSC), Henrique Simonard (PCO), Luiz Lima (PSL), Paulo Messina (MDB), Renata Souza (PSOL) e Suêd Haidar (PMB).

Abaixo, saiba mais sobre os nomes que estão concorrendo à Prefeitura do Rio:

Benedita da Silva (PT)

A deputada federal Benedita da Silva será a candidata mais velha a ter o nome nas urnas cariocas em novembro. Aos 78 anos, a petista traz consigo uma história política que inclui mandatos espaçados como deputada federal, um ano como governadora interina do Rio e quatro anos como senadora, além de ter sido ministra no governo Lula, secretária de Assistência Social e vereadora.

Benedita concorreu à prefeitura em 1992 e, impulsionada pelo impeachment do presidente Fernando Collor, passou pelo primeiro turno. Sob pressão de denúncias contra um dos filhos, no entanto, perdeu no segundo turno para Cesar Maia, então no PMDB. 

Seis anos depois, ela foi vice-governadora em chapa formada por aliança com outros partidos. Assumiu o governo do Estado em abril de 2002, quando o governador Anthony Garotinho renunciou para se candidatar a presidente da República pelo PSB. Benedita também foi ministra da Secretaria Especial de Trabalho e Assistência Social no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, foi a única deputada federal do PT eleita pelo Rio de Janeiro.

Evangélica, "Bené" é filha de uma lavadeira e de um pedreiro que viviam na extinta favela da Praia do Pinto, na zona sul do Rio. Cresceu, no entanto, em outra comunidade: o Chapéu-Mangueira, no Leme. Antes de se formar como auxiliar de enfermagem e em serviço social, trabalhou na infância como vendedora de amendoim e, na adolescência, exerceu outros bicos. 

À eleição, ela chega como representante de um partido que não tem tradição no âmbito municipal em terras cariocas. Em 2019, a legenda apoiou Jandira Feghali, do PCdoB. Antes, compunha a gestão de Eduardo Paes quando ele era do MDB. Para este ano, contudo, no contexto em que as siglas progressistas tentam se posicionar para 2022, o PT decidiu lançar candidatura própria após a desistência de Marcelo Freixo (PSOL), que contava com acordo para receber o apoio dos petistas caso concorresse. 

Contra Bené, os adversários devem usar os argumentos de que ocupou secretaria no governo de Sérgio Cabral, figura tóxica para mais de um candidato carioca. Outra forma de tentar manchar a imagem da candidata petista está na associação a certas figuras que representam os evangélicos na política, como o Pastor Everaldo - próximo a ela na década de 1990 e hoje preso por corrupção -, além de Anthony Garotinho, de quem foi vice-governadora.

Sua candidatura a prefeita demonstra a dificuldade de renovação do partido. A deputada estadual Enfermeira Rejane, do PCdoB, desistiu de candidatura própria para compor a chapa como vice.

Clarissa Garotinho (PROS)

Filha dos ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, a deputada federal Clarissa Garotinho tenta ocupar um espaço ao centro. Sua candidatura nas eleições 2020 representa a sobrevivência da família Garotinho na disputa. O ator, diretor e produtor Jorge Coutinho compõe a chapa como vice.

Clarissa tem criticado a polarização entre direita e esquerda na política brasileira. Afirma que esse embate tem atrapalhado a solução de problemas do País. Apresenta-se como independente: apoiou alguns projetos do governo Bolsonaro na Câmara, mas votou contra a reforma da Previdência, em 2019. No Rio, critica o atual prefeito e o ex-prefeito.

Cyro Garcia (PSTU)

Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense e com histórico no movimento sindical bancário, Cyro Garcia é o presidente do diretório municipal no Rio do PSTU. Concorreu à prefeitura carioca em 2016, quando obteve 0,19% dos votos. Em 2018, foi candidato a senador pelo Rio de Janeiro - não se elegeu, com 0,33% do total de votos válidos. Nas eleições 2020, a vice na chapa é a professora Elisa Guimarães.

Eduardo Bandeira de Mello (Rede)

Ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello é o candidato da Rede à prefeitura do Rio de Janeiro. Antes de exercer cargo no clube, de 2013 a 2018, o administrador de formação trabalhou por mais de três décadas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A ex-vereadora Andrea Gouvêa Vieira, também Rede, é a vice na chapa. Antes de decidir pela candidatura própria nas eleições 2020, em 15 de setembro, o partido tinha expectativa de formar aliança com a PDT, da candidata Martha Rocha.

Eduardo Paes (DEM)

Se a gestão Crivella é marcada pela falta de uma marca ou de projetos de impacto, Eduardo Paes é conhecido pelo oposto. Durante seus oito anos à frente da Prefeitura, entre 2009 e 2016, o Rio sediou grandes eventos e viveu um boom simbolizado pelo Cristo Redentor decolando na capa da revista britânica The Economist. É nesse legado de obras como o sistema de ônibus do BRT e a revitalização da zona portuária, por exemplo, que o candidato do DEM pretende surfar. 

Quando foi eleito prefeito, em 2008, Paes tinha 39 anos e já havia cumprido dois mandatos como deputado federal pelo antigo PFL, atual DEM. Antes, havia sido o vereador mais votado do Rio. Em 2006, desistiu de continuar na Câmara para tentar o governo do Estado pelo PSDB, mas obteve apenas 5% e apoiou, no segundo turno, um homem que seria figura-chave, para o bem e para o mal, na sua trajetória dali em diante: Sérgio Cabral (MDB). 

No ano seguinte, Paes virou secretário de Esportes e Turismo do novo governo e se filiou ao MDB. Foi eleito prefeito da capital em 2008, quando venceu o jornalista e ex-deputado Fernando Gabeira (PV) no segundo turno. 

Atuou em parceria com Cabral durante a era dos grandes eventos. Reeleito com 62% no primeiro turno de 2012, o prefeito viu as coisas piorarem a partir de 2016, quando seu então partido viveu uma hecatombe no Rio após os escândalos envolvendo Cabral virem à tona. 

Paes migrou para o DEM, onde está hoje, mas seus adversários conseguiram associá-lo aos caciques emedebistas na disputa pelo governo do Estado, em 2018. Ele perdeu o segundo turno para o azarão Wilson Witzel, hoje afastado do cargo e denunciado por suspeitas de corrupção. O resultado eleitoral do ex-prefeito do Rio foi ruim na periferia da Região Metropolitana e no interior do Estado, que votaram maciçamente no governador afastado

Reside. ainda nesse tipo de discurso, o seu temor para este ano, apesar de ser o líder de todas as pesquisas. No início deste mês, o ex-prefeito virou réu por suspeita de receber caixa 2 da Odebrecht na eleição de 2012. O Ministério Público Eleitoral acusou Paes de suposto recebimento de propinas de cerca de R$ 10,8 milhões da empreiteira.

Carioca de carteirinha, o portelense é figura carimbada nos desfiles das escolas de samba e na quadra da escola de coração. Também é visto, vez ou outra, em botecos da cidade. 

Seu vice é o presidente municipal do PL, Nilton Caldeira. A candidatura tem o apoio de outros cinco partidos: Cidadania, PV, Avante, Democracia Cristã e PSDB.

Fred Luz (Novo)

Formado pela PUC-Rio, foi engenheiro de equipamentos na Petrobrás de 1975 a 1980. Além de ter passado por diversas empresas privadas, atuou na gestão do Flamengo de 2013 a 2018, quando se filiou ao Novo. Integrou a equipe de transição do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema, da mesma sigla.

Fred Luz foi oficializado candidato nas eleições 2020 em convenção virtual do Novo. Sua vice na chapa é a bióloga Giselle Gomes, servidora pública do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e doutora em biofísica.

Glória Heloiza (PSC)

Com a ex-juíza, o PSC tenta repetir a estratégia que elegeu Wilson Witzel para o governo estadual em 2018. O candidato também abandonou a carreira na magistratura para disputar seu primeiro cargo eletivo e superou políticos tradicionais, como Eduardo Paes e Romário (Podemos). 

Desta vez, a tática pode ser prejudicada pelas denúncias que envolvem o governador afastado e o pastor Everaldo Pereira, que era presidente do PSC até sua recente prisão sob acusação de integrar um esquema de corrupção no governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Witzel deverá perder influência sobre a candidatura do seu partido nas eleições 2020, após afastamento temporário do cargo em agosto por ordem judicial. Desde setembro,o ex-juiz também está sob rito do processo de impeachment, por decisão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)

A candidata de 51 anos atuava, até janeiro, na 2ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da capital. Glória Heloiza venceu a disputa interna da sigla contra o deputado federal Otoni de Paula que, embora no mesmo partido, faz oposição a Witzel e defende a família Bolsonaro. O vice na chapa é o economista Mauro Santos. 

Henrique Simonard (PCO)

O estudante de 22 anos é o candidato do Partido da Causa Operária para a Prefeitura do Rio nas eleições 2020. Henrique Simonard foi candidato a deputado estadual nas eleições 2018 - ano em que se filiou à sigla - mas não obteve votos por indeferimento das candidaturas do partido. O candidato é o coordenador da juventude do PCO, a Aliança da Juventude Revolucionária. O também estudante Caetano Sigiliano compõe a chapa como vice.

Luiz Lima (PSL)

O deputado federal e ex-nadador olímpico Luiz Lima é o candidato a prefeito do Rio pelo PSL. De 2016 a 2017, Lima exerceu o cargo de Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento. 

No ano seguinte, se candidatou a deputado federal e foi eleito com 115 mil votos. Em aliança com o PSD, o delegado Fernando Veloso é o indicado do partido nas eleições 2020 para compor a chapa como vice.

O ex-nadador foi lançado às vésperas do período eleitoral. Antes, a legenda que tem a maior fatia de dinheiro público para a eleição estudava apoios a Crivella e Eduardo Paes. Desistiu, contudo, em meio a operações que atingiram os favoritos no início de setembro. A candidatura de Lima não foi, portanto, bem planejada, mas ele terá meios para tentar herdar os votos de bolsonaristas que não querem reeleger Crivella.

Marcelo Crivella (PRB)

Foram cinco campanhas a cargos no Executivo até Marcelo Crivella conseguir se descolar da imagem de bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Eleito em 2016 para a Prefeitura do Rio - aproveitando a rejeição a Marcelo Freixo (PSOL) no segundo turno -, o agora mandatário chega para a eleição de novembro como o candidato mais rejeitado, à frente de uma gestão sem marca e reprovada por mais de 70% dos cariocas. 

Antes de conseguir ser o primeiro comandante de uma grande capital ligado à Universal, Crivella passou cerca de 14 anos no Senado, enquanto tentava vencer as eleições para prefeito e governador - duas de cada, antes da vitoriosa de quatro anos atrás. Nesse período em Brasília, licenciou-se por dois anos, entre 2012 e 2014, para assumir o Ministério da Pesca no governo de Dilma Rousseff (PT). 

Crivella, que vê na aproximação com o bolsonarismo a principal esperança para crescer ao longo da disputa e tentar ser reeleito, nunca pareceu muito afeito ao cargo de prefeito do Rio e à simbologia intrínseca a ele. Termina o primeiro mandato, por exemplo, como o primeiro da história da cidade a não pisar na Marquês de Sapucaí em nenhum dos oito dias de desfiles das escolas de samba, ao longo dos quatro anos. Também nunca teve o hábito, mesmo antes de ser prefeito, de vivenciar certos estereótipos do estilo de vida carioca, como frequentar botecos ou a praia.

Casado há 40 anos com a mulher, Sylvia Jane, Crivella pretende se agarrar a temas morais para ideologizar os debates - o que pode ser dificultado pelas investigações sobre o ‘QG da Propina’ e os ‘Guardiões do Crivella’, que o desmoralizam. Adversários avaliam que, se as discussões girarem em torno dos problemas da cidade, será fácil bater o atual prefeito, apesar da máquina pública estar em suas mãos. 

Desde o ano passado, Crivella articulava nos bastidores para chegar forte à disputa pela reeleição. Usou o episódio da Bienal do Livro, considerado censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para aparecer no noticiário e reforçar um posicionamento conservador. No final de agosto, a TV Globo denunciou esquema de funcionários da prefeitura - chamados de “Guardiões de Crivella” -, que faziam plantão na porta de unidades municipais de saúde para impedir reportagens sobre o mau funcionamento dos hospitais e postos. O MP-RJ instaurou inquérito para apurar se o prefeito cometeu crimes ou atos de improbidade administrativa.

Sua gestão descreveu uma curva decrescente de popularidade: 40% de ruim e péssimo em outubro de 2017, 61% em março de 2018 e 72% em dezembro de 2019. A candidatura nas eleições 2020 foi oficializada quatro dias após um processo de impeachment por improbidade administrativa contra o prefeito ser rejeitado. Para buscar a reeleição, conta com apoio dos partidos Patriota, Solidariedade, Podemos, PTC, PMN, PP e PRTB. Sua vice é a tenente-coronel Andréa Firmo, também do Republicanos.

Em 24 de setembro, o TRE-RJ confirmou a decisão de tornar o mandatário inelegível até 2026, com base em acusações de abuso de poder e prática de conduta vedada. Crivella conseguiu, em 13 de outubro, liminar no TSE que suspendeu sua inelegibilidade

Martha Rocha (PDT)

O gabinete da deputada Martha Rocha na Assembleia Legislativa do Rio ajuda a traçar seu perfil: há, ali, objetos sacros, quadros da Polícia Civil e uma capa de cadeira com a imagem do ex-governador Leonel Brizola. Representante do PDT na eleição deste ano, a delegada que foi a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil na história do Rio chega à disputa com ativos que a colocam na posição de ter chances de surpreender. Ela aparece em terceiro nas pesquisas, atrás de Paes e Crivella.

Apesar de Segurança ser mais associada ao governo estadual, o fato de ter sido delegada pode ajudar Martha a ter a imagem ligada a um tema tão caro à população carioca. Durante sua vida na polícia, ela ficou conhecida pela criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, por exemplo, o que também a vincula a bandeiras voltadas para os direitos das mulheres. 

Na Alerj, Martha é tida como uma das deputadas mais ativas. Preside o Conselho de Ética e, nos últimos meses, comandou a comissão especial criada para apurar os supostos desvios na Saúde durante a pandemia. Também esteve na comissão do impeachment de Wilson Witzel - assim como todos os demais deputados, votou a favor do processo. 

Nascida na Penha, zona norte da cidade, filha de pais portugueses, a deputada entrou para a Polícia Civil em 1983, quando tinha 23 anos. Começou como escrivã e foi ganhando espaço até chefiar a corporação. 

Candidata pelo partido de Ciro Gomes, que busca no Rio um bom palanque para 2022, Martha pode ter um calcanhar de Aquiles: adversários também devem tentar relacioná-la ao ex-governador Sérgio Cabral, que estava no cargo quando ela chefiava a Civil e participava de agendas com a então delegada. 

Ela já chegou a ser apontada como “vice dos sonhos” tanto de Eduardo Paes quanto de Marcelo Freixo, quando este ainda pensava em concorrer para prefeito. Nas eleições 2020, irá concorrer em coligação com o PSB. Do partido, seu vice na chapa é o cineasta Anderson Quack.

Paulo Messina (MDB)

Ex-braço direito de Marcelo Crivella, de quem foi secretário da Casa Civil, o vereador Paulo Messina, que está no terceiro mandato, rompeu com o prefeito e concorre ao Executivo carioca. Também do MDB, a vice na chapa é a psicóloga Sheila Barbosa.

Renata Souza (PSOL)

A deputada estadual Renata Souza entrou no lugar de Marcelo Freixo como candidata do PSOL à prefeitura. Ela era chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco, que foi assassinada em março de 2018 e foi eleita naquele mesmo ano pela primeira vez.

Principal nome da esquerda carioca, Freixo chegou ao segundo turno em 2016 e beirava os 20% de intenção de voto para este ano.

A escolha por Renata indica uma aposta do partido na memória de Marielle, já que a história da candidata é parecida com sua antiga companheira, principalmente ligada à militância na área de direitos humanos.

Durante os governos de Sérgio Cabral Filho (MDB) no Estado, e de Paes na prefeitura, o PSOL foi o único partido de esquerda que em nenhum momento compôs as bases aliadas ou ocupou cargos nas gestões. 

Com isso, a legenda, que é pequena nacionalmente, construiu no Rio sua principal trincheira. A saída de Freixo da disputa, porém, pode trazer alguma dificuldade. O vice na chapa para as eleições 2020 é o coronel reformado da Polícia Militar carioca Ibis Pereira.

Suêd Haidar (PMB)

Presidente e fundadora do Partido da Mulher Brasileira (PMB), Suêd Haidar foi oficializada como candidata da sigla. Em 2018, concorreu a deputada federal e não foi eleita. Antes da escolha de Sued, o ex-vereador  e ex-policial Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como Jerominho, desistiu da disputa.

Apontado como líder da milícia Liga da Justiça, com atuação na zona oeste da capital, Jerominho cumpriu pena de prisão por crimes como homicídio e por integrar o grupo paramilitar. Disse que não concorreria ao cargo nas eleições 2020 por problemas de saúde. Sua sobrinha, a advogada Jéssica Rabello Guimarães, será a vice na chapa. Jéssica é filha de Natalino Guimarães, que também cumpriu pena por participar da milícia.

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