Liminar adia depoimento de contraventor em Goiás

Advogados alegaram cerceamento de defesa; houve protesto contra o governador em frente ao prédio da Justiça Federal

ALANA RIZZO / GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

01 Junho 2012 | 03h21

O interrogatório de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e de outros sete réus não deve ocorrer antes de agosto. O cenário é traçado por participantes da investigação, caso o Tribunal Regional Federal (TRF-1) confirme a liminar do desembargador federal Tourinho Neto, que suspendeu na noite de quarta-feira as audiências do processo.

O primeiro motivo é que está marcado para a próxima semana uma inspeção na 11.ª Vara Federal em Goiânia, onde tramita o processo.

Durante quatro dias, os servidores vão avaliar os trabalhos da vara, que só funcionará em regime de plantão. O segundo motivo é feriado de Corpus Christi, que pode atrapalhar também o cumprimento das diligências determinadas pelo desembargador. A previsão considera ainda que será necessário pelo menos um mês de antecedência para intimar novamente as testemunhas. O Ministério Público Federal estuda como recorrer da decisão.

A liminar adiou os depoimentos de 14 testemunhas e dos réus que estavam marcados para ontem e hoje. Segundo o despacho, a suspensão deve durar até o cumprimento de diligências solicitadas pelos advogados. Tourinho Neto determinou ainda que o juiz da 11.ª Vara Federal, Paulo Augusto Lima, autorize o acesso a conversas reservadas de pelo menos quatro horas entre a defesa e Cachoeira no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, antes do interrogatório. A defesa questiona também o desmembramento do processo.

Ato. O despacho de Tourinho Neto surpreendeu funcionários da Justiça Federal em Goiás que se preparavam para a maratona de depoimentos, que duraria pelo menos 20 horas. As audiências estavam sendo preparadas há um mês. O juiz substituto Paulo Augusto determinou o cumprimento da decisão, mas não compareceu ao gabinete. Advogados de defesa preparam nova ofensiva contra o magistrado, alegando sua suspeição no processo.

Manifestantes fizeram protestos na porta do prédio da Justiça e cobravam a saída do governador Marconi Perillo (PSDB) por suas ligações com Cachoeira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.