Líderes das mobilizações recebem os salários mais altos

Os sindicalistas que se notabilizam no movimento de greve e paralisações pelo País estão entre os que recebem os salários mais altos no conjunto dos servidores públicos da União. É o caso, por exemplo, dos delegados da Polícia Federal.

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h05

O vice-presidente da associação nacional que representa a categoria, Guilherme Bezerra, recebe por mês R$ 21,8 mil brutos, segundo informações do Portal da Transparência. Um iniciante na carreira parte dos R$ 13,3 mil, de acordo com o edital de concurso público deste ano.

Já os auditores fiscais da Receita Federal que ingressam hoje na profissão começam ganhando R$ 13,6 mil. O presidente do sindicato que luta por reajustes salariais dessa classe, Pedro Delarue, recebeu brutos, no mês de junho, R$ 19,4 mil, incremento conquistado com seu tempo de exercício.

Analistas do Banco Central também dispõem de remuneração desejada por boa parte do funcionalismo público. Um recém-concursado tem salário inicial de aproximadamente R$ 13 mil, podendo superar consideravelmente seus ganhos, assim como fez o presidente do sindicato do Bacen, Sergio Belsito, que recebe R$ 20,5 mil brutos.

O líder. Foco de greve no Ministério da Agricultura, o rendimento inicial de um fiscal agropecuário pode chegar hoje a cerca de R$ 10 mil. O líder número um do sindicato que defende a classe, Wilson Roberto de Sá, tem vencimento de R$ 17,9 mil mensais.

Por fim, no Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação, que representa órgãos fundamentais como Anvisa, por exemplo, o vice-presidente do órgão sindical, Osvaldo Barbosa Ferreira Filho, recebe todo mês cerca de R$ 15 mil.

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