Lideranças evitam assumir autoria da medida polêmica

Ex-presidente da Casa Rodrigo Garcia se isenta e acusa Mesa; atual direção, por sua vez, responsabiliza administração passada

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2011 | 03h06

O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia - presidente da Assembleia quando da elaboração dos atos -, afirmou que a decisão de ceder funcionários partiu de uma demanda dos líderes partidários. "Foi resultado de decisão unânime da Mesa em acatar a sugestão", afirmou sua assessoria, em nota à imprensa.

Segundo ele, os atos não foram publicados por se tratar de "uma decisão administrativa interna, voltada para a forma, não para o mérito administrativo". "Na época, esse tipo de ato ficava restrito à Secretaria Geral de Administração", sustentou.

Garcia afirmou não se recordar do número exato de funcionários lotados na Presidência durante seu comando.

A atual Mesa Diretora da Assembleia afirmou - também em comunicado - que "todos os atos administrativos desta gestão foram publicados no Diário Oficial e estão disponibilizados no portal da Alesp para consulta de qualquer cidadão". Disse ainda que os atos que não foram publicados "pertencem a gestões anteriores e estão também todos disponíveis para consulta no portal da Alesp".

Na sexta-feira, a Presidência da Casa argumentou: "Atribuições das Lideranças Partidárias foram ampliadas" - para explicar o excesso de nomes das lideranças. Esqueceu-se, no entanto, de informar também que a manobra só é possível por causa de a atos igualmente nunca publicados no Diário Oficial./ F.G. e F.S.

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