Lideranças do PSDB fazem boca de urna em frente a local de votação em BH

Lideranças do PSDB fazem boca de urna em frente a local de votação em BH

Grupo cantou jingles de campanha em frente à escola onde o tucano votou; polícia estava presente mas não impediu

Pedro Venceslau, Marcelo Portela, Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 11h15

 BELO HORIZONTE – Lideranças do PSDB e integrantes da assessoria da campanha presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG) promoveram boca de urna na porta do local de votação do tucano na manhã do domingo de eleição. Mais de uma dezena de pessoas, incluindo dirigentes do partido, entoaram em coro os jingles da campanha na frente de meia dúzia de policiais militares. Na porta da escola, um grupo de mulheres com adesivos do PSDB ainda diziam para todos que chegavam que o doleiro Alberto Yousseff teria morrido.

Entre os participantes do coro estavam Reinaldo Belli, presidente da juventude do PSDB mineiro, Nelly Rosa, assessora da campanha, e Gabriel Azevedo, que integrava a chamada Turma do Chapéu. Mesmo ao lado do grupo, policiais não só não atuaram para impedir a boca de urna como ainda conversaram com os dirigentes tucanos para organizar a chegada do candidato.

“São manifestações individuais”, alegou o tenente-coronel Helberth, evitando mais comentários sobre o fato. “Só estou trabalhando. Se os políticos fazem essa aglomeração, problema deles”, declarou Nelly Rosa. Ao ser alertada de que havia sido filmada no ato, disse apenas que “grito Aécio onde ele estiver” e virou as costas encerrando a entrevista.

Próximo ao grupo, uma mulher que identificou-se apenas como Maria Consuelo distribuía adesivos do PSDB com o símbolo do Atlético-MG. Ao ser questionada sobre a prática de crime, primeiro alegou que havia recebido o material de um homem. Mas, ao ser avisada de que havia sido fotografada distribuindo os adesivos, foi sucinta: “bom que mostra que sou bonita e gostosa”. Já um homem que se identificou como José Teixeira alegou que o rolo de adesivos do PSDB que portava era para “uso pessoal”. A assessoria da campanha tucana disse que houve “manifestações espontâneas” e que “lamenta” o episódio.

Votação. O candidato votou no fim da manhã, na Escola Estadual Governador Milton Campos, conhecida como Estadual Central, cercado de dezenas de apoiadores e sob aplausos de eleitores. A votação do tucano foi marcada por muito tumulto e empurra-empurra. Na confusão, uma vidraça foi quebrada na sala onde Aécio vota, ferindo a mão de um repórter cinematográfico. Um grupo de pessoas de um prédio em frente à seção eleitoral ainda jogou ovos em jornalistas e leitores, sem diferenciar apoiadores do tucano e da presidente Dilma Rousseff, em clara minoria no local, situado no bairro de Lourdes, um dos metros quadrados mais caros de Belo Horizonte.

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