Líder nas pesquisas defende 'nomes de guerra' para equipe

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou ontem que colaboradores do seu programa de governo usam "nomes de guerra" para se proteger de eventuais perseguições políticas. Segundo o candidato, o procedimento também é adotado pelas Forças Armadas e por empresas privadas.

O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h04

Segundo Russomanno, colaboradores de seu governo são funcionários da Prefeitura e de outros órgãos públicos e, por isso, precisariam se preservar. "A gente decidiu dar nomes diferentes para preservar a identidade da equipe", disse o candidato.

Questionado sobre a importância de a campanha ser transparente, o candidato disse que não tem de informar quem está ajudando com o programa. "Eu não tenho que dizer quem está me ajudando. Não tenho obrigação de fazer isso. A Constituição tem de ser respeitada. Não tem nada de ilegal ou de amoral nisso", disse sobre a manutenção em sigilo dos nomes dos colaborados.

Russomanno disse ainda que Carlos Alberto Joaquim, que se apresentava como coordenador do programa de governo com o nome de Carlos Baltazar, é um dos integrantes da equipe. Ele destacou que Joaquim, que se apresenta nas redes sociais como fotógrafo, é formado em Comunicação Social e tem pós-graduação em gerência de cidades.

O candidato afirmou ainda que, se vencer a eleição, vai apresentar sua equipe, formada por "bons funcionários públicos". Até lá, afirma Russomanno, seria necessário preservá-los.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Marcos Cintra (PSD), afirmou desconhecer a informação de que Carlos Alberto Joaquim e Luiz Augusto de Souza Ferreira, chefe de Joaquim e filiado ao PRB, trabalham para o candidato.

Os dois são funcionários da secretaria. Sobre o primeiro, que disse não conhecer, sustentou: "Soube só e exclusivamente pelo jornal". Segundo Cintra, ele saiu de férias tão logo o nome "Carlos Baltazar" começou a aparecer na imprensa.

A respeito de Ferreira, demonstrou surpresa. "Essa informação pra mim é absolutamente nova", disse. "Nunca soube e duvido que seja verdade porque ele está se dedicando à secretaria. Mas não tenho confirmação. "

"Sabemos que na secretaria e na Prefeitura há pessoas de todas as filiações partidárias e que nos horários vagos trabalham como bem querem", completou.

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