Líder do PMDB diz que veto pode sair da gaveta

O clima de conflagração da base de apoio à presidente Dilma Rousseff no Congresso continua tão intenso que o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), já fala em uma aliança menor e mais fiel e o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), deixa no ar uma clara ameaça ao governo. Segundo ele, vetos presidenciais antigos, como o do fator previdenciário, podem ser desengavetados.

Daiene Cardoso / Brasília, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2013 | 02h02

"(Os vetos antigos) não morreram. Eles estão no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). De repente, eles podem ganhar um balão de oxigênio e sobreviver", disse Cunha ontem, depois de todos os partidos terem fechado um acordo para criar uma nova sistemática de votação dos vetos. Por esse acordo, os vetos publicados a partir de 1.º de julho terão de ser apreciados dentro de 30 dias. Os anteriores foram parar numa espécie de limbo. Lá está o temido veto do fator previdenciário. Se derrubado, pode causar um rombo à União entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões anuais.

Os infiéis. Na noite de quarta-feira, ao perceber que o governo poderia ser derrotado na votação da distribuição dos royalties do petróleo para a educação e a saúde, o líder do PT foi à tribuna e atacou os aliados que davam a rasteira na presidente. Disse que o governo não precisava daquela base infiel. Procurado ontem para explicar suas palavras, Guimarães voltou a pregar a redução da base. Entre os infiéis estavam o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o PDT e o PSD.

"Prefiro uma base menor, mais programática, com mais nitidez política, do que esse colchão que muitas vezes não junta os corpos que estão dentro dele", desabafou o petista.

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