Nilton Fukuda/ Estadão
Nilton Fukuda/ Estadão

Líder do núcleo ideológico foi contra aliança

Militante defende temas como direito ao aborto e descriminalização das drogas

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2014 | 02h12

Apontada pelos "marineiros" como a terceira liderança mais importante da Rede Sustentabilidade, a advogada Marcela Moraes, de 32 anos, representa o perfil típico do militante do grupo fundado pela ex-ministra Marina Silva. Após aproximação com PT e PSOL no movimento estudantil da PUC-SP no começo da década, Marcela trabalhou com direitos humanos e advogou para a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) até aderir ao movimento "Marina Presidente" em 2009.

Apesar de defender o direito ao aborto e a descriminalização das drogas, como a maioria dos ativistas da Rede, Marcela afirma que isso não é tabu no grupo - evangélica, Marina é contra essas bandeiras. "Não há conflito em relação a isso. Tenho posicionamentos diferentes da Marina", diz. A diferença de opiniões marcou a restrita reunião em Brasília quando Marina anunciou para um grupo de dez pessoas que decidira migrar para o PSB. Marcela se opôs veementemente, mas não conseguiu reverter a decisão. "Naquele momento (no limite do prazo do TSE para novos filiados poderem disputar a eleição) não havia tempo de construir a decisão como a gente gostaria", diz.

Foi na campanha presidencial de 2010 que Marcela começou a se destacar como uma das mais expressivas lideranças do núcleo "ideológico" dos seguidores da ex-ministra.

Quando começou de fato a se articular para a disputa, a ex-titular do Ministério do Meio Ambiente de Lula formou um pequeno grupo de colaboradores de sua estrita confiança para não depender exclusivamente da estrutura executiva e política do PV, partido que a acolheu, mas que nunca contou com sua plena confiança. Depois da eleição, Marcela passou a integrar o seleto time da direção executiva da Rede ao lado de Pedro Ivo e Bazileu Margarido, ambos quadros históricos do movimento ambientalista.

Hoje, ela é a única militante "profissionalizada" do partido. Grávida de três meses, divide-se entre organizar as finanças e coordenar a coleta nacional de assinaturas. Marcela, porém, minimiza seu papel. "A Rede tem uma atuação horizontal. Não temos correntes internas."

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