Licitação da CPTM foi ética, diz empresa

A empresa Tejofran afirmou ontem que a licitação durante a qual seu diretor Telmo Porto citou, em e-mail, o presidente da CPTM, Mario Bandeira, foi conduzida de maneira ética pela estatal e pelas empresas que participaram do certame. A mensagem eletrônica, apreendida pelo Cade em 2013, sugere que Bandeira sabia da atuação do cartel. O número 1 d CPTM nega.

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h02

No e-mail, de 2012, Porto afirma que Bandeira está "alarmado" com manifestações da Bombardier e da CAF e "decidiu cancelar a coordenação" de uma licitação de reforma de trens.

Naquele ano, a CPTM assinou contratos que somam R$ 907 milhões para a reforma.

"A licitação resultou em contratação por preços competitivos, comprovadamente vantajosos para a CPTM, num contexto de múltiplos competidores potenciais. A relação entre o número de competidores e de vencedores, assim como os descontos obtidos, demonstram a condução ética do processo, seja pela CPTM, seja pelas empresas", afirmou a Tejofran, que sustentou que nunca houve reunião entre Porto e Bandeira para tratar dessa licitação. A empresa perdeu a licitação.

A CPTM disse que a concorrência obteve "desconto médio de 32% em relação ao preço estimado". "Isso equivaleu a uma economia de aproximadamente R$ 432 milhões", informação que, segundo a companhia, "demonstra a competitividade entre as empresas". A CPTM também disse que não houve subcontratações e que as simulações de acordo feitas por empresas que aparecem no material do Cade não se concretizaram.

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