Lei de partidos será contestada no Supremo, afirma Campos

Potencial candidato do PSB, partido que pediu suspensão do projeto, prevê questionamento sobre constitucionalidade

MARCELO PORTELA / ARAXÁ (MG), O Estado de S.Paulo

15 Junho 2013 | 02h02

O presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), afirmou ontem acreditar que o projeto que inibe a criação de novos partidos voltará a ser discutido na Justiça se for aprovado no Congresso.

Na quinta-feira, a maioria do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por derrubar a liminar do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a tramitação do projeto. A sessão foi interrompida com o placar de 5 votos a 2 - havia 9 ministros na Corte - e será retomada na próxima semana.

Campos disse ter recebido "com tranquilidade" a posição do Supremo, mas avaliou que "muitos" ministros "deixaram claro que uma coisa é interromper um processo de votação que estava em curso no Senado, e outra coisa é o mérito da matéria". Foi o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), quem pediu a liminar.

Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador é um dos críticos do projeto, assim como a ex-senadora Marina Silva e a oposição. O entendimento é de que o governo está por trás do projeto para inviabilizar o surgimento de novas candidaturas que possam dificultar a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Ao discursar para empresários em Araxá, Campos afirmou que ele e o senador tucano Aécio Neves (MG) são "amigos" que militam em setores opostos, mas ressaltou em sua palestra que PSB e PSDB são aliados em Minas. "A gente conseguiu construir uma unidade numa posição de adversidade no quadro nacional", disse. "Fazemos isso com respeito e capacidade de compreender que não somos daqueles que entendem que são donos da verdade."

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