Lacerda recebe apoio do DEM e ataca Quintão

Com ataques ao que chamou de "direita barra pesada", o candidato do PSB a prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, recebeu hoje o apoio do deputado estadual Gustavo Valadares, candidato do DEM no primeiro turno. Lacerda, que conta com o apoio do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel (PT), avaliou que seu adversário, Leonardo Quintão (PMDB), caiu "na baixaria" e está "perdendo de uma maneira estúpida o capital político" que conquistou no primeiro turno. A declaração do socialista reflete a confiança que tomou conta de sua campanha na reta final da disputa. Lacerda voltou a reagir com indignação com a estratégia de Quintão, que tenta associá-lo ao mensalão e chegou a afirmar que ele atuou no escândalo como um "avião" do tráfico de drogas. "Apoiado na boa votação que teve no primeiro turno, nas intenções de voto que tem, se ele não caísse na baixaria, atendendo aos conselhos de gente barra pesada que o acompanha, ele poderia, perdendo a eleição, passar para o futuro com uma boa imagem, com uma carreira", observou o candidato do PSB. "(Ele) Está manchando a carreira dele. Ele está perdendo de uma maneira estúpida capital político que ele conseguiu conquistar até agora. Então não faz absoluto sentido dizer que eu ainda serei processado, condenado por algo que eu nem indiciado fui nem denunciado fui à Justiça."''Julgamento político'' Quintão não comentou as declarações de Lacerda. Antes, durante um café da manhã com entidades sociais, voltou a dizer que o adversário ainda poderá ser julgado. "O candidato do PSB passou por um julgamento político na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), mas é a Justiça que julga. Muitos que foram absolvidos na CPI estão sendo processados pela Justiça", disse. O peemedebista disse também que os "dados" internos de sua campanha indicavam que ele continuava na frente na disputa. ''Apoio pessoal''Gustavo Valadares - que no primeiro turno obteve apenas 51% dos votos válidos (18.974 votos) - disse que recebeu autonomia da Executiva Nacional do partido e salientou que o apoio era pessoal. "Achei que seria incoerente se eu trouxesse comigo formalmente a legenda", observou o deputado, que é presidente municipal do DEM. Sobre a decisão, justificou afirmando que "Belo Horizonte precisa de uma pessoa que não pregue o populismo, não pregue a demagogia". Valadares já gravou para o programa eleitoral de Lacerda e negou qualquer negociação de cargos para a declaração de apoio. Quando comparava o comportamento do adversário com práticas históricas do que classificou de direita golpista, Lacerda, ao lado do deputado do DEM, percebeu que estava cometendo uma gafe. "Eu nem diria que é direita, porque a direita civilizada, de gente de bem, que reconhece, que defende determinados valores mais conservadores, mas quer o bem da cidade, do futuro, está abrigada com muita honra no Democratas", ressaltou. "Essa gente não pode nem se denominar direita, isso é lunpem, isso é marginalidade na política."

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