Lacerda ataca 'inimigos' de SP da coligação PSDB-PT

O candidato a prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) atacou hoje as "resistências" que vêm de fora de Minas Gerais, principalmente de São Paulo, contra a aliança firmada entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito da cidade, Fernando Pimentel (PT), em torno da candidatura dele. "Os inimigos deste projeto fora de Belo Horizonte, principalmente em São Paulo, vêm atacando, da forma como costumam fazer", disse. "Independente de o governador ter um projeto presidencial ou não, de as pessoas concordarem ou não, aqui, construiu-se uma aliança inédita admirada pelo País e que gerou inimigos de fora do Estado."De acordo com Lacerda, os candidatos apoiados pelos governadores do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e de São Paulo, José Serra (PSDB), foram para o segundo turno e, nem por isso, são considerados derrotados na eleição, a exemplo das avaliações feitas sobre os resultados do primeiro turno em Belo Horizonte.Ao falar para uma platéia de empresários dos mais diversos setores, o candidato da coligação "Aliança por BH" (PT-PSB-PTB-PP-PR-PV-PMN-PSC-PSL-PTN-PTC-PRP) criticou o que chamou de "elite atrasada" que diz que "odeia petista". Segundo Lacerda, essa minoria existe não apenas na capital mineira. "Belo Horizonte é a síntese de Minas, que é a síntese do Brasil. Nós temos uma elite atrasada que também existe em Belo Horizonte, que diz ''Eu odeio petista'' e não sabe ver no outro o lado positivo, que também não gosta de pobre."O candidato admitiu que os resultados inesperados do primeiro turno das eleições poderiam ser atribuídos a um erro de marketing da campanha pela forma como apresentou a coalizão. "(O apoio de Aécio e Pimentel) foi apresentado como um movimento de dois caciques, que tiraram um cara absolutamente desconhecido do bolso do colete, querendo impor ao eleitor", afirmou.Os organizadores do evento programaram 30 minutos para que cada candidato apresentasse as propostas de governo. O candidato Leonardo Quintão (PMDB), da coligação "Belo Horizonte para Você" (PHS-PMDB), chegou com uma hora de atraso e, por isso, declinou da meia hora à que tinha direito para apresentar os projetos. Durante o debate em que cada candidato respondeu perguntas de entidades de classe empresarial, o clima permaneceu ameno entre Lacerda e Quintão. AtaquesEm entrevista, porém, os ânimos continuaram acirrados, a exemplo do que ocorre nos últimos dias da campanha. O candidato do PSB a prefeito de Belo Horizonte afirmou que o adversário pode ser considerado um candidato de "direita radical e preconceituosa" ou que desconhece a história. Na terça-feira, durante sabatina promovida por um jornal local, Quintão disse que Lacerda não teria sido um "criminoso político", mas "comum"."O Leonardo, ou é uma pessoa de direita muito radical, absolutamente preconceituosa com o que a esquerda fez, ou está fazendo, ou revela que precisa de história. Como ele diz que estudou oito anos nos Estados Unidos, que é economista e administrador, certamente, ele não estudou história do Brasil." Quintão esquivou-se.Sobre uma liminar que permite a volta da veiculação por Lacerda de um vídeo em que aparece dizendo que iria "chutar os petistas", o candidato do PMDB afirmou que aguardará o julgamento do mérito e a concessão de direito de resposta. "É uma estratégia deles, eu não estou fazendo isso com eles. Vamos esperar o resultado das urnas", afirmou.A Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral (CFPE) da cidade negou ontem direito de resposta a Lacerda contra Quintão por suposta publicidade irregular na televisão. Segundo a ação do PSB, as inserções sugeriam que uma apresentadora mirim atribuiu procedimentos negativos a Lacerda para, supostamente, produzir um "cenário degradante, calunioso e injurioso" contra ele, numa comparação com o personagem Lobo Mau, da história do Chapeuzinho Vermelho.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.