Kassab venceu com votos do PSDB, diz marqueteiro de Alckmin

Para Raul Lima, 'confusão' entre o candidato tucano e o atual prefeito prejudicaram a campanha pela Prefeitura

Andréia Sadi, do estadao.com.br

06 de outubro de 2008 | 16h15

O candidato do DEM, Gilberto Kassab, foi beneficiado por uma "confusão" e levou a maioria dos votos do PSDB, na eleição do último domingo. A avaliação é do marqueteiro político de Geraldo Alckmin, Raul Lima. Segundo ele, a comunicação da campanha de Kassab "juntou sua imagem" à do tucano, o que misturou as coisas. "Fizemos todo um trabalho para tentar descolar a imagem dele da do Kassab. Na véspera do último programa eleitoral na TV, fizemos uma pesquisa qualitativa e metade do grupo achava que Kassab era candidato do PSDB", contou ao estadao.com.br.  Veja Também:Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos Enquete: O resultado das eleições surpreendeu?   Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo Galeria de fotos dos candidatos à Prefeitura   Vereador digital: Depoimentos e perfis de candidatos em São Paulo   Tire suas dúvidas sobre as eleições  Segundo colocado nas pesquisas desde o começo da campanha, Alckmin sofreu um revés e foi ultrapassado pelo adversário do DEM. O tucano havia começado uma campanha "zen", mas mudou o tom após trocar o marqueteiro - saiu Lucas Pacheco e entrou Raul, que coordenou a campanha da vitoriosa Dárcy Veras em Ribeirão Preto. O desempenho de Kassab superou as previsões das pesquisas eleitorais, que davam Marta na frente. Por uma diferença de pouco mais de 50 mil votos, o prefeito chegou na frente no primeiro turno.  Outra hipótese para a derrota do tucano, segundo o assessor, seria a avaliação por parte dos eleitores de que Alckmin estaria preparado além das exigências para o cargo de prefeito. "É como uma pessoa que vai procurar emprego e leva um currículo tão bom que não é contratado".  Perguntado se Alckmin planejava um futuro no governo ou na Presidência, o marqueteiro desconversou. "Não sei, mas ele é um homem público. Ele mesmo disse que não seria a primeira nem a última eleição", finalizou.

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