Kassab surpreende e sai na frente de Marta no 1º turno em SP

Com 100% das urnas apuradas, a disputa surpreendeu pesquisas que apontavam a petista na frente do prefeito

da Redação,

06 de outubro de 2008 | 12h05

A apuração de 100% das urnas confirmam que os candidatos Gilberto Kassab(DEM) e Marta Suplicy (PT) vão se enfrentar no segundo turno pela vaga na Prefeitura de São Paulo. A surpresa ficou por conta da colocação dos candidatos. Ao contrário do que apontavam as pesquisas, o atual prefeito saiu na frente da petista com uma diferença de 52.094 votos. Segundo a apuração do último domingo, Kassab teve 33,61% (2.140.423) e Marta 32,79% (2.088.329). Em terceiro, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, alcançou 22,48% (1.430.670). Está fora, portanto, da disputa.   Veja também:Enquete: O resultado das eleições surpreendeu?   Especial: Veja o desempenho dos partidos nas capitais   Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  Cobertura completa das eleições 2008 Marta se diz 'satisfeita' em ter Kassab como adversário Perfil de Marta: ela trocou o divã pelo palanque Perfil de Kassab: Beto quer ficar mais 4 anos à frente da cidade Alckmin: de segundo colocado ao fim da linha 'Seguirei a decisão do PSDB no segundo turno', diz Alckmin Marta ataca Kassab e diz que vai comparar gestões no 2º turnoEspecial: Perfil dos candidatos em São Paulo Galeria de fotos dos candidatos à Prefeitura   Vereador digital: Depoimentos e perfis de candidatos em São Paulo   Tire suas dúvidas sobre as eleições   A petista, que já foi prefeita entre o período de 2000 a 2004, manteve a liderança em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas durante o período da campanha eleitoral. Já o atual prefeito deu uma reviravolta na campanha: começou a disputa em terceiro lugar, com 10% em 18 de julho, empatou com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) em segundo, no meio da corrida eleitoral, e se isolou no posto a partir da pesquisa Ibope divulgada em 27 de setembro, com 25%. Desde o começo da campanha, tanto Kassab quanto Marta "colaram" suas imagens em figuras de peso: na do governador de São Paulo, José Serra, e na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, respectivamente. O apoio de Serra, inclusive, agravou a crise do prefeito com Alckmin, e o de Lula, bem-vindo por candidatos até da oposição.  Logo no dia em que oficializou a sua candidatura, 29 de junho, Marta sinalizou o tom que iria adotar durante a campanha: atacar Kassab e deixar Alckmin de lado, o que polarizou a disputa entre ela e o candidato do DEM. O prefeito foi responsabilizado mais uma vez por Marta pela situação deixada pelo antecessor Celso Pitta. "Quando assumi, o sistema  municipal de saúde estava em frangalhos, em crise técnica, operacional e moral. Foi a herança que nos deixou o governo Pitta-Kassab. Sim. Do mesmo modo como se fala na gestão Serra-Kassab, temos que falar da gestão Pitta-Kassab. Kassab foi da turma do Pitta, dando as cartas como secretário e Planejamento", afirmara a petista, que repetiu este discurso por diversas vezes - inclusive sendo "copiada" por Alckmin mais adiante. Kassab era vice de José Serra e assumiu a prefeitura quando o tucano se elegeu como governador em 2006. Desde então, o democrata vem afirmando que segue à risca o projeto de Serra e ressalta a sua parceria e "lealdade" com o então prefeito. A candidatura de Kassab foi conturbada. Embora muitos tucanos - remanescentes do governo Serra - apoiem o nome do Democrata para São Paulo, Alckmin não abriu mão da disputa, o que provocou um grande mal-estar, já que os partidos PSDB e DEM são tradicionalmente aliados em todos os âmbitos e não costumam ser adversários em corridas eleitorais.  Durante sua campanha, Kassab foi acusado por Alckmin de "tucanizar" seu discurso, dizendo por diversas vezes que "o PSDB tem candidato, que sou eu". Em 14 de junho, a candidatura de Kassab foi oficializada pelo DEM. Em entrevista exclusiva ao Estado, o prefeito afirmou que pretende se beneficiar de um paradoxo na campanha à reeleição: o PSDB será seu adversário e aliado ao mesmo tempo.  A despeito da candidatura do tucano Geraldo Alckmin, Kassab disse que vai manter na prefeitura todos os atuais secretários do PSDB. Mais do que isso, vai incorporar ao discurso a tese de que a aliança com os tucanos não acaba por causa das eleições e de que, portanto, eles são co-responsáveis por todos os atos da gestão municipal. Como começou a disputa isolada em primeiro lugar, não era comum ataques de Marta a adversários. Mas o cenário mudou e ela mirou um alvo: Kassab. "Quando você ataca o líder, você espera que o líder te responda. Na hora em que ele te responde, você puxa ele para o seu nível. Na hora em que ela responde a ele, ela definiu : o meu oponente é ele e é tão forte quanto eu", comentou ao estadao.com.br o especialista em marketing político Emannuel Publio Dias, da Escola Superior de Publicidade e Marketing". 

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