Kassab resolveu usar cortina de fumaça do mensalão, diz Marta

Em nota, coordenador da campanha da petista diz que 'todos sabem' que ela não teve relação com escândalo

da Redação e Carolina Freitas, da Agência Estado

20 de outubro de 2008 | 14h53

O candidato do DEM à Prefeitura de S.Paulo  Gilberto Kassab, resolveu usar "a cortina de fumaça do chamado mensalão" para fugir do eleitor em São Paulo, segundo nota da coordenação da campanha de Marta Suplicy (PT).   Veja também: 'Sou solteiro e feliz', diz Kassab; Marta lamenta inserção na TV Reviravolta é difícil em SP, diz cientista política  Enquete: Quem se saiu melhor no debate?  Blog: Leia os principais momentos do debate na Rede Record  Veja galeria do debate na Rede Record  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   No último domingo, durante debate da TV Record, o candidato citou o escândalo e disse que Marta nunca se manifestou contra os envolvidos, como José Dirceu e Delúbio Soares.   Em campanha, ela rebateu os ataques. "Não tenho nada a ver com o mensalão. Nunca tive. Usar isso para tentar me contaminar é jogar uma pedra na água", defendeu-se. "Agora ele (Kassab) foi braço direito do Pitta (ex-prefeito Celso Pitta, do PTB)."   A petista subiu as críticas ao candidato do DEM, tentando colar a imagem de Kassab na de Pitta. "Quem deu vida à cidade depois do bando de gafanhotos que passou, do qual ele (Kassab) fazia parte, foi a minha gestão", afirmou depois de caminhada no Campo Limpo, zona sul da Capital. Marta acusou o prefeito de ser "uma pessoa que se esconde", ter uma "história muito comprometida" e pertencer ao "partido mais atrasado do País". "As pessoas tem contato com a minha realidade. Com a dele, é uma enganação só."   Marta voltou a insistir na tese de que Kassab criará um pedágio urbano. A petista se apóia em dois projetos de lei para afirmar que o prefeito é favorável a cobrança. Kassab nega a intenção. "Pode escrever: se esse homem ganha (a eleição), ele faz o pedágio urbano."   A candidata criticou ainda o prefeito por visitar o Expresso Tiradentes e, ao mesmo tempo, reduzir as verbas para a conclusão do corredor de ônibus. De acordo com reportagem da edição dessa segunda-feira do Jornal da Tarde, a Prefeitura reduziu em 36% o orçamento para as obras em relação ao ano passado. "Ir no Expresso Tiradentes na hora em que o jornal publica que ele retirou recursos da obra mostra a pessoa que ele é."     Esperança   Apesar de estar 16 pontos atrás de seu adversário de acordo com a mais recente pesquisa de intenção de votos do Instituto Datafolha, divulgada na última sexta-feira (17), Marta esforçou-se hoje em mostrar confiança na vitória. Seguiu o exemplo de seu maior cabo eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e usou uma metáfora futebolística. "Ontem o jogo estava 2 X 0 para o São Paulo. Chegou nos últimos minutos e o Palmeiras empatou. É assim. A política é muito parecida", disse. "Temos até domingo e estamos lutando como um leão." A mesma metáfora, com o Palmeiras, foi utilizada no primeiro turno pelo então candidato Geraldo Alckmin (PSDB), que esperava chegar ao segundo turno, mas foi derrotado.   Marta caminhou por quase uma hora pela Estrada de Campo Limpo, em companhia do ex-marido, o senador pelo PT Eduardo Suplicy, e do deputado federal também pelo PT José Genoino, que usava um boné vermelho, com a estrela do PT estampada.   Durante a visita ao bairro, a petista ouviu pelo menos uma dezena de críticas aos serviços municipais de saúde e educação, administrados por Kassab. Dois populares fizeram referência ao episódio em que o prefeito chamou de "vagabundo" um homem que reclamava da Lei Cidade Limpa. Outros acusavam o candidato do DEM de fazer "propaganda enganosa". Marta ouvia as lamentações e assentia com a cabeça. Tudo registrado pela equipe de campanha da petista.     Texto alterado às 16h50 para acréscimo de informações

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