Kassab reitera que PSD deve apoiar reeleição

O ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou ontem que a tendência de apoio do partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff dificilmente será revertida. Segundo ele, o fato de o partido manifestar que não quer indicar cargos no governo neste momento não tem influência sobre 2014.

EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h12

"Acho difícil mudar, a tendência é caminhar para o apoio à reeleição", disse Kassab. "Uma posição assumida nessa direção dificilmente será revertida."

O ex-prefeito observou que, ao adotar uma posição nacional, o partido já começará a montar os palanques nos Estados, o que dificulta uma reviravolta, por exemplo, a favor de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que ajudou o PSD em sua criação.

A executiva do partido fez ontem uma reunião em que mais três diretórios manifestaram apoio a Dilma em 2014. Até agora, seis direções locais foram ouvidas, todas pró-reeleição. Kassab acredita que este pensamento é o da "expressiva maioria" do PSD.

A decisão de não indicar membros para cargos no governo foi comunicada por Kassab a Dilma na semana passada. Ele afirma que a presidente compreendeu a posição. No mapa da reforma ministerial, especulava-se entregar ao PSD o comando da Secretaria de Micro e Pequena Empresa, recém-criada, e a de Assuntos Estratégicos (SAE).

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