Kassab leva apoio do PSD a Patrus em BH

Prefeito se reuniu ontem com ministro petista e partido deixou aliança do PSB com PSDB

O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h06

Novos arranjos para a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte mudaram drasticamente o quadro que parecia definido na semana passada. O PSD, comandado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, migrou do apoio à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) para a candidatura do ex-ministro Patrus Ananias (PT) - que também deve ter o PMDB.

Segundo Kassab, que esteve ontem em Brasília, a adesão a Ananias é uma nacionalização da posição do partido em Belo Horizonte. A tendência do PSD é dar apoio a candidatos do PT pelo País - fora em São Paulo, onde mantém aliança com o PSDB.

O acordo do PSD foi costurado por Kassab em Brasília com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). Kassab, que tem cargos com o PSD no primeiro escalão do governo tucano mineiro, disse ter avisado ao senador Aécio Neves, ao governador Antonio Anastasia e ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) sobre a decisão de ficar com Patrus.

Vice em aberto. O PMDB, que havia lançado candidatura própria com o PDT, também deve aderir a Patrus. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) e o presidente do diretório mineiro, deputado Antônio Andrade, também se reuniram com Pimentel para selar acordo.

Pré-candidato, o deputado Leonardo Quintão (PMDB), não aceitou ser vice de Patrus. A vaga deve ficar com o ex-deputado Aloísio Vasconcellos. Outra opção é o deputado estadual Sávio Souza Cruz, crítico ferrenho do governo estadual no Legislativo.

Na avaliação de Andrade, com a saída do PT da aliança em torno de Lacerda, a disputa municipal foi "nacionalizada" com a polarização entre a candidatura petista e a do socialista, capitaneada pelo PSDB. "PMDB e o PT são parceiros. Caminharemos juntos agora, como em 2014."

PV. Lacerda, por sua vez, disse que "não pretende transformar a eleição de outubro na disputa nacional de 2014 pelo governo do Estado e pela Presidência". Questionado sobre a participação de seu padrinho político, o ex-ministro Ciro Gomes, nas negociações, o prefeito não respondeu. Ele disputará a reeleição tendo como vice um deputado estadual do PV, Délio Malheiros - um dos maiores opositores de sua gestão. Malheiros alegou que foi obrigado a aceitar a vice do socialista, diante da "polarização" e de ter poucos recursos e um espaço de propaganda na TV reduzido. O parlamentar tinha a candidatura avalizada por Aécio Neves. O tucano assumiu o comando da campanha do PSB depois de os petistas deixarem a aliança. / MARCELO PORTELA e FELIPE FRAZÃO

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