Kassab evita comentar saída de marqueteiro de Alckmin

Minha preocupação não é a campanha dos adversários', diz prefeito; Pacheco será substituído por Raul Lima

Anne Warth, da Agência Estado

10 de setembro de 2008 | 14h17

O prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, evitou comentar a saída do publicitário Lucas Pacheco da campanha do adversário Geraldo Alckmin (PSDB) nesta campanha eleitoral. "A minha preocupação não é a campanha dos adversários. É cuidar da minha campanha e cuidar da cidade", limitou-se a dizer. Veja também:Especial: Perfil dos candidatosMarqueteiro de Alckmin deixa campanha de tucano à PrefeituraAlckmistas pedem expulsão de aliados de KassabMarta arrecadou R$ 4,63 mi; Alckmin, R$ 4,17 miBlog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Kassab disse que a cidade vive uma revolução na área do esporte. Ele promete implantar 500 Clubes Escolas até o fim de sua gestão, se for reeleito, e incluir serviços de saúde nesses locais. Atualmente, existem 60, e até o fim do ano, ele garante que haverá 100 Clubes Escolas. "No campo do esporte, vivemos uma verdadeira evolução. Pela primeira vez, o esporte é valorizado na cidade", afirmou o candidato, que participou na manhã de hoje de visita ao Clube Escola Jorge Bruder, em Santo Amaro, na Capital. No local, Kassab conversou e abraçou crianças e idosos que freqüentam o Clube Escola. Em entrevista, Kassab declarou que não aceitará que a redução da adição de enxofre ao diesel seja adiada, conforme reivindica a indústria. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) discute hoje a questão em Brasília, em reunião da qual representantes da Prefeitura de São Paulo estarão presentes. "É inadmissível que nós prorroguemos a implantação do diesel menos poluente. Afinal de contas, tivemos um prazo bem razoável, desde 2002", afirmou. "Nossa posição no Conama será muito firme e, se necessário, apelaremos às instâncias jurídicas que se apresentarem." Sobre a intenção do governo federal de ampliar e reformar o Campo de Marte para aumentar a freqüência dos vôos e decolagens em 9%, Kassab disse ter certeza de que o governo federal irá procurar o governo do Estado e a Prefeitura para discutir a questão. "O campo de Marte está dentro da cidade, as pessoas moram no seu entorno e, portanto, sua ampliação tem que ser muito bem discutida com a sociedade", ressaltou. "Já temos problemas no Aeroporto de Congonhas e não queremos um problema a mais na cidade de São Paulo. Aumentar o movimento lá sem pensar na segurança do entorno é algo bastante complexo", argumentou.

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