Kassab e Alckmin se atacam em horário eleitoral na TV

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão continua sendo palco para que os candidatos que disputam a segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto, Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), se ataquem e respondam às acusações um do outro. Já a candidata do PT, Marta Suplicy, falou no programa de hoje sobre saúde e investimentos no Metrô.Em resposta às acusações de Alckmin, segundo as quais o então candidato à Prefeitura de São Paulo em 2004, o atual governador José Serra (PSDB), não queria Gilberto Kassab como vice em sua chapa, o atual prefeito e candidato à reeleição mostrou hoje imagens da campanha em que Alckmin aparece apoiando e aplaudindo a chapa que venceu as eleições. O locutor afirma que "foi uma chapa aclamada por líderes dos dois partidos".A campanha volta a destacar a parceria de Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), com o governo do Estado e com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e mostra imagens do anúncio de obras para urbanização da favela Heliópolis, na zona sul, em que a candidata petista, Marta Suplicy, também aparece no palco. Em seu discurso, Lula cita a importância da parceria nas três instâncias de governo."São Paulo é grande demais para ser governada por um só partido. O prefeito tem que unir pessoas, ter independência, não pode ser refém de um partido ou de um grupo político", afirmou Kassab, numa resposta à ala do PSDB que apoiou o lançamento da candidatura de Alckmin. Ele disse que em sua gestão há pessoas competentes de diversos partidos.O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), Geraldo Alckmin, não deixou por menos. Ele afirmou que sua inspiração política é o ex-governador Mário Covas e que já apresentou suas propostas para a cidade. "Sei perfeitamente que você não quer nenhum salvador da pátria, alguém que chegue aqui, mostre uma propaganda bonita e aponte solução para tudo", disse Alckmin, que possui um dos menores tempos de propaganda eleitoral gratuita.Acertos e erros"O bom prefeito é aquele que deixa vaidade de lado e que dá continuidade às coisas que deram certo em outras administrações e corrige o rumo do que não vem funcionando direito", afirmou, para em seguida, admitir acertos e lembrar erros de Marta e Kassab como prefeitos. "Marta fez os CEUs, isso foi bom, mas ela deixou a saúde de lado. Kassab também tem pontos positivos, como o Cidade Limpa, mas ele ficou devendo muito na questão da saúde e da educação", disse."Você que precisa de atendimento sabe que deixa muito a desejar", afirmou Alckmin, sobre as Assistência Médica Ambulatorial (AMAs). "Modéstia à parte fui um bom governador da saúde e nos próximos quatro anos quero ser reconhecido como um bom prefeito da saúde."A campanha da candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), Marta Suplicy, repetiu a história do menino que fez o parto de sua mãe porque não conseguiu atendimento médico pela Prefeitura. "Não vou aproveitar essa história para fazer drama da saúde", disse Marta. "Essa história mostra a força e a capacidade do nosso povo", afirmou.Marta disse que a expansão do Metrô será feita em parceria com o presidente Lula. "Será o metrô da periferia, para quem sempre foi esquecido", disse. A candidata afirmou que o Metrô chegará aos bairros de Cachoeirinha, Freguesia do Ó, Sapopemba, Vila Maria e M''Boi Mirim. "Não me interessa voltar a ser prefeita para fazer um governo menor, quero voltar para fazer mais." Direito de respostaO PCO teve seu espaço no horário eleitoral de televisão destinado ao direito de resposta de Kassab. O Tribunal Regional Estadual de São Paulo (TRE-SP) concedeu dois minutos ao prefeito após a candidata Anaí Caproni afirmar em propaganda que "os sucessivos prefeitos destruíram o transporte público para favorecer os altos lucros da máfia das empresas privadas". De acordo com o TRE-SP, a propaganda atribuiu ao prefeito Kassab prática de conduta ilícita.A candidata à vice-prefeita pela chapa de Paulo Maluf (PP), Aline Corrêa, abriu o programa eleitoral do candidato dizendo que é nordestina e convocando seus conterrâneos a votarem em Maluf. Em seguida, o próprio candidato fez um apelo para que os eleitores o coloquem no segundo turno das eleições, quando, segundo ele, os dois adversários terão o mesmo tempo no programa eleitoral, o que permitirá a ele mostrar suas propostas.Edmilson Costa (PCB) destinou seu tempo no programa eleitoral de hoje para defender a nacionalização do petróleo, enquanto Renato Reichmann (PMN), Ciro Moura - "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB) - e Levy Fidelix (PRTB) falaram sobre transportes. Soninha (PPS) chamou atenção para a necessidade de fortalecer os conselhos de pais e mestres das escolas. Já o candidato da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), Ivan Valente, apontou a especulação imobiliária como responsável pela desigualdade entre regiões da capital paulista.

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