Kassab diz que irá ao segundo turno e espera apoio tucano

'Segundo turno é para somar forças e todos irão superar as divergências', diz Kassab sobre 'racha' com PSDB

Andréia Sadi, do estadao.com.br, e Elizabeth Lopes,

03 de setembro de 2008 | 14h05

O prefeito e candidato do DEM à reeleição, Gilberto Kassab, "acredita muito que irá ao segundo turno" deste pleito, mas ainda não sabe contra quem. Em sabatina ao Grupo Estado nesta quarta-feira, 3, ele negou que haja feridas abertas com a divisão ocorrida no PSDB, quando uma parte do partido refutou a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para apoiar a sua reeleição, e frisou que num eventual segundo turno todos estarão juntos. "Segundo turno é para somar forças e todos irão superar as divergências para estar juntos e ganhar as eleições". O vídeo com a sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui). Veja também:Especial: Perfil de Gilberto Kassab 'Jamais' ocuparia cargo na gestão Pitta de novo, diz KassabKassab promete 2009 sem reajuste na tarifa de ônibusPrefeitura vai quebrar se Marta ganhar a eleição, ironiza KassabKassab diz que Serra é seu candidato para 2010Veja galeria de fotos da sabatina de Kassab  Blog: confira as principais declarações de Alckmin e Marta na sabatinaGráfico: última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubroQuestionado sobre a partidarização que está ocorrendo nessa campanha eleitoral, Kassab disse que não é correto partidarizar as eleições e exemplificou com o fato de que o governador José Serra (PSDB), vai continuar apoiando o próximo prefeito, "seja quem for". E aproveitou para alfinetar novamente a adversária do PT. "Marta cometeu esse equívoco e levou um puxão de orelhas da ministra (da Casa Civil, Dilma Roussef)", disse o prefeito, numa referência à afirmação da ministra de que o governo federal continuará ajudando a cidade de São Paulo, independente de quem vença o pleito.  Se reeleito, o prefeito garantiu que ficará os quatro anos no cargo e, ao ser questionado se convidaria Alckmin para integrar seu próximo governo, Kassab foi cauteloso e afirmou que não pode ser desrespeitoso com o tucano, mas que lhe honraria muito tê-lo na equipe.  O prefeito da capital paulista disse que a principal marca de sua gestão é o compromisso com a cidade. Kassab, que assumiu a Prefeitura em 2006 após Serra ter deixado o cargo para disputar as eleições para o governo de São Paulo, ressaltou que suas boas relações com Serra não anulam sua imagem e gestão. "A cidade inteira identifica a gestão Kassab, em primeiro lugar, com educação e saúde. A educação então foi uma verdadeira obsessão", afirmou. Ele destacou que os aumentos dos investimentos nessas áreas foi uma iniciativa própria, apesar de ter declarado que isso só foi possível depois que Serra reorganizou as finanças do município. Cidade Limpa Kassab disse ainda que ações de combate à poluição marcaram sua gestão, citando mais especificamente o programa Cidade Limpa. Segundo ele, São Paulo, que era uma das cidades mais poluídas visualmente em todo o mundo, passou a ser uma das menos, em 1,5 ano. "O programa Cidade Limpa resgatou a autoconfiança e a auto-estima da cidade. Na hora em que o programa deu certo, deu um clique na cidade: Não é que quando poder público quer, as coisas acontecem?", observou. Kassab disse ainda que atuou nas principais causas da poluição do ar. "Em relação à poluição do ar, estamos indo no mesmo caminho. 70% da poluição vem de aterros e veículos", destacou. "Hoje não temos mais gás metano sendo emitido pelos aterros, e a captação desse gás produz energia suficiente para abastecer cidade de 700 mil habitantes. E estamos implantando a inspeção veicular", ressaltou. Além disso, disse que 600 mil novas árvores terão sido plantadas na cidade até o final de sua gestão. "Na zona leste, temos o compromisso de construir dez parques com as dimensões do Ibirapuera. Ainda em relação ao assunto, o prefeito admitiu que os aterros sanitários São João e Bandeirantes estão próximos da saturação, mas disse que o Estado deve autorizar nas próximas semanas a construção de um novo aterro, ao lado do aterro São João, que poderá ser utilizado por dez anos. Além disso, admitiu que o sistema de coleta seletiva de lixo precisa ser ampliado. O atual prefeito afirmou que a parceria entre Estado e município resultará na recuperação de 300 córregos em dez anos. "Ao assumirmos a Prefeitura, tínhamos 300 córregos que recebiam esgoto da cidade. Há dois anos, começamos a executar o programa Córrego Limpo. Hoje são 40 executados, temos mais 60 próximos da execução, e em dez anos teremos todos os córregos recuperados", garantiu. Porém, disse que o problema é mais amplo, uma vez que o Rio Tietê recebe praticamente todo o esgoto da cidade de Guarulhos. Além disso, disse que a zona sul, uma das mais carentes nessa área, receberá investimentos de R$ 1,2 bilhão, das esferas federal, estadual e municipal, para a recuperação de mananciais, reurbanização de favelas e construção de novas moradias. Kassab disse que o plano diretor da cidade, também elaborado durante a gestão de Marta, passará por uma revisão. "O plano diretor precisa radicalizar na questão da aproximação entre moradia e emprego e no melhor uso do centro", disse, ao final da sabatina.  Outras sabatinas Kassab foi o terceiro a participar da sabatina do Grupo Estado com os candidatos a prefeito de São Paulo, antes Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta Suplicy (PT) apresentaram suas propostas. Na quinta-feira, a série entrevista Paulo Maluf (PP), depois Soninha Francine (PPS) na sexta, e Ivan Valente (PSOL), que fechará o ciclo na segunda-feira, dia 8.

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