Kassab criou 'apartheid social' nas favelas, diz Marta

Segundo ela, prédios dos conjuntos habitacionais não acabam com a favela, que é separada por um muro

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado

20 de outubro de 2008 | 14h27

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo,  Marta Suplicy, declarou nesta segunda-feira, 20,  em seu programa eleitoral gratuito na televisão que o prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, criou um "apartheid social" com seus projetos de urbanização de favelas. Segundo ela, os prédios dos conjuntos habitacionais não acabam com a existência da favela, que é separada por um muro. "A realidade é diferente da realidade mostrada na propaganda do Kassab", acusou. Em tom dramático, foram apresentadas cenas de famílias sendo despejadas e barracos derrubados por grandes tratores, com uma música triste ao fundo.  Veja também:'Sou solteiro e feliz', diz Kassab; Marta lamenta inserção na TVReviravolta é difícil em SP, diz cientista política  Enquete: Quem se saiu melhor no debate?  Blog: Leia os principais momentos do debate na Rede Record  Veja galeria do debate na Rede Record  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo 'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País  O programa da petista também teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um comício, ele declarou que a petista sofre preconceito pois "embora tenha sido prefeita de todos, ela teve preferência pelo povo mais pobre dessa cidade". Kassab, destinou grande parte de seu programa eleitoral na televisão de hoje para mostrar seus projetos de urbanização na favela de Paraisópolis, na zona Sul. Os conjuntos habitacionais exibidos, pintados e decorados, contavam até com pista de skate e quadra de futebol. Foi apresentado o depoimento de um pedreiro que trabalhou na obra de construção de sua própria casa. "Aqui não é mais favela, é um bairro", disse um morador. O democrata aproveitou para criticar a gestão da adversária. Um locutor acusou a ex-prefeita de deixar um rombo R$ 2 bilhões na Prefeitura, além de 37 km de obras abandonadas.

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