Kassab acusa Marta de querer ganhar 'no tapetão'

Reação foi resposta ao pedido de cassação da candidatura do democrata feito pela petista à Justiça Eleitoral

Carolina Freitas e Carolina Ruhman, da Agência Estado

17 de outubro de 2008 | 15h03

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição,  Gilberto Kassab (DEM), acusou nesta sexta-feira, 17, a adversária  Marta Suplicy, do PT, de querer ganhar a disputa eleitoral "no tapetão". A reação foi uma resposta ao pedido de cassação da candidatura do democrata feito pela petista à Justiça Eleitoral. A campanha de Marta viu uso da máquina pública em uma cerimônia para repasse de R$ 198 milhões da Prefeitura para o governo do Estado. No evento, na quarta-feira, Kassab entregou ao governador José Serra (PSDB) um grande cheque simbólico para investimentos no Metrô.  Veja Também:Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo 'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras Confira o resultado eleitoral nas capitais do País  Essa é a segunda tentativa da campanha petista de impugnar a candidatura de Kassab. No 1º turno o motivo do pedido de cassação foi a revelação de um e-mail enviado pelo prefeito a secretários e subprefeitos pedindo uma 'ação' em locais em que o Instituto Datafolha fazia pesquisa de intenção de votos. O pedido foi negado pela Justiça Eleitoral. "Isso é querer ganhar no tapetão", afirmou Kassab sobre a nova investida da adversária, depois de participar de um evento oficial ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder tucano que teve hoje sua primeira aparição pública ao lado do democrata. Kassab aproveitou a deixa para reforçar sua afinidade com o governo do PSDB. "Tenho muita satisfação em entregar para o governo do Estado os recursos que ela (Marta) sempre disse que nós não entregaríamos." E atacou: "Na gestão dela, os recursos eram investidos nos túneis nos Jardins, que quando chovia inundavam." O coordenador da campanha de Marta Suplicy (PT) à Prefeitura de São Paulo, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), rebateu as críticas de Kassab. "Quando o Kassab conseguiu nos tomar praticamente dois dias das inserções, ele utilizou a lei. Aí nesse caso não é tapetão? Só é tapetão quando nós entramos?", atacou. Apoio Apesar do caráter oficial do evento, a cerimônia em homenagem à esposa do ex-presidente Fernando Henrique, Ruth Cardoso, falecida em julho, foi o mote para o apoio de mais um líder tucano a Kassab. Sem falar em eleição, os dois conversaram e trocaram sorrisos durante toda a visita, lado a lado, a um Centro Cultural da Juventude na zona norte, batizado com o nome de Ruth. O vice-governador Alberto Goldman (PSDB) também juntou-se ao grupo. Serra foi o último a chegar, depois da visita, com meia hora de atraso, apenas para a cerimônia de descerramento de uma placa em homenagem a Ruth. Segundo Kassab, a idéia de homenagear a ex-primeira-dama, emprestando seu nome ao centro partiu de Serra. "Não é a Prefeitura, mas a cidade que faz hoje uma homenagem a Ruth Cardoso", esclareceu o prefeito. Serra por sua vez elogiou a eficiência da Prefeitura, a quem atribuiu o sucesso na recuperação do prédio. "Isso era uma estrutura incompleta, cheia de ratos e outros animais caçando ratos", disse o governador. Fernando Henrique agradeceu a homenagem à esposa, chamando a iniciativa de "gesto de amigos".

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