Juventude do PSDB critica e depois elogia população nas ruas

Tucanos da capital apontaram tentativa de enfraquecer Alckmin; após redução da tarifa, apoiaram manifestações

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2013 | 02h14

Pouco mais de 48h depois de emitir uma nota contrária às manifestações que se espalham pelas ruas de todo o País, a Juventude do PSDB, seção da Capital, divulgou na madrugada de ontem mensagem em que dá os parabéns "à população que tomou as ruas, pela vitória".

A mensagem anterior, divulgada na noite de segunda-feira, enfatizava que a JPSDB "não participará deste manifesto em virtude de acreditarmos que o mesmo tenha se transformado em movimento político onde um dos intuitos é de enfraquecer o governo do Estado de São Paulo". Os jovens tucanos afirmavam ainda que o movimento "não pode compactuar com os excessos que causaram depredações e agressões" e advertiam que os manifestantes que se apresentassem em nome da JPSDB não os representavam.

Por volta de 1h da manhã de ontem, após a revogação do aumento das tarifas, o discurso d mudou. Uma nova carta dizia que o movimento "mostrou que o Brasil entrou em um novo momento de participação política" e que a JPSDB escolheu não participar com bandeiras e camisetas "em respeito aos desejos de todos os manifestantes para que partidos políticos não participassem".

Em tom de aprovação, esse segundo texto prosseguia: "Só podemos comemorar que milhares de jovens brasileiros tenha descoberto o poder das manifestações populares e do envolvimento com os temas da política nacional e local".

Para a JPSDB, o movimento "mostrou que o Brasil entrou em novo momento de participação, alterando as relações entre poder público e sociedade". Agora, "encararemos o desafio de estimular o debate interno em nosso partido, sobre essa nova forma de fazer política."

O texto diz ainda que "estimular o envolvimento dos jovens na política é uma das mais importantes missões da Juventude do PSDB" e que a entidade "só pode comemorar que milhares de jovens brasileiros tenham descoberto o poder das manifestações".

'Erro de interpretação'. O presidente da movimento tucano, o analista de marketing Igor Cunha, de 30 anos, admitiu ao Estado que houve um mal-entendido a respeito das duas notas. "Foi um erro de interpretação, as palavras não falaram por si só", disse Cunha. "Desde o começo a gente se organizou para participar, ir lá lutar contra o aumento das tarifas. Mas sem bandeira partidária". Ele garante que foi a duas das manifestações, sempre com um grupo de 10 a 15 tucanos.

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