Justiça quebra sigilo eletrônico de Rosemary

A Justiça Federal determinou a quebra do sigilo de três endereços eletrônicos de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, que ainda não haviam sido acessados pela Polícia Federal. Dois desses endereços são oficiais, e eram usados por Rose no escritório do governo na capital paulista.

LUCIANO BOTTINI, BRUNO BOGHOSSIAN, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2013 | 02h04

A 5.ª Vara Criminal Federal solicitou que a Secretaria de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República, em ofício despachado no dia 22 de março, permitisse o acesso dos investigadores "ao conteúdo dos correios eletrônicos" de Rose nos servidores do Palácio do Planalto (planalto.gov.br) e da Presidência da República (presidencia.gov.br). Também foi pedido o acesso a um e-mail pessoal da ex-chefe de gabinete, hospedado em um servidor privado.

Interceptada. Rose foi denunciada por falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha sob a acusação de participar de esquema de venda de pareceres dentro de órgãos do governo federal. Interceptações feitas pela Polícia Federal mostraram que ela tinha contato direto com o operador do grupo, Paulo Vieira, e mantinha proximidade com ministros, governadores, prefeitos e congressistas.

Os investigadores chegaram a flagrar mensagens enviadas pelas contas de endereço eletrônico de Rose no governo quando quebrou o sigilo de Paulo Vieira. Ela usou o e-mail oficial para cobrar favores da quadrilha e agendar reuniões com autoridades.

A Justiça já havia determinado a quebra do sigilo desses três e-mails de Rose, mas os pedidos de acesso haviam sido enviados para órgãos errados. Agora, os ofícios foram encaminhados às instituições que podem fornecer o conteúdo à PF. Também foi solicitado o acesso aos e-mails de José Weber Holanda, ex-advogado-geral adjunto da União; de Ênio Soares Dias, ex-chefe de gabinete da Agência Nacional de Transportes Aquaviários; de Evangelina Pinho, ex-superintendente da Secretaria do Patrimônio da União; e de Esmeraldo Malheiros Santos, ex-consultor jurídico do Ministério da Educação.

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