Justiça pede investigação sobre panfletos em Londrina

A Justiça Eleitoral em Londrina, no norte do Paraná, pediu que a Polícia Federal investigue a origem de panfletos anônimos que apareceram na manhã de hoje na cidade, com a falsa informação de que a candidatura de Antônio Belinati, da coligação "A Volta do Povo à Prefeitura" (PP-PRB), tinha sido anulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os autores podem ser processados por possível crime eleitoral.No panfleto, a informação era de que Belinati seria substituído por Barbosa Neto (PDT), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Assim, os eleitores deveriam votar no número 12 e não no 11. A coligação pretendia que a Justiça determinasse um esclarecimento público sobre a condição legal do candidato, mas esse pedido não foi aceito, sob argumento de que poderia se configurar boca-de-urna.A candidatura de Belinati está sub judice, pois foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas o ministro Marcelo Ribeiro, do TSE, anulou essa decisão. O Ministério Público Eleitoral (MPE) recorreu. A questão deveria ser decidida na tarde de ontem, mas o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, pediu vista do processo. O caso deve ser decidido no prazo de dez dias. O questionamento do MPE deve-se à rejeição das contas de 1999, quando Belinati era prefeito de Londrina, por suspeita de irregularidades no uso de recursos repassados pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.