Justiça manda posseiros deixarem área indígena

Juiz da 1.ª Vara Federal em Mato Grosso, Sebastião Julier, determinou que a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional auxiliem na retirada imediata dos invasores da terra indígena Marãiwatsédé

Fátima Lessa, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2013 | 02h07

O juiz da 1.ª Vara Federal em Mato Grosso, Sebastião Julier, determinou ontem que a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional auxiliem na retirada imediata dos invasores da terra indígena Marãiwatsédé. Despejados no fim de 2012, os posseiros começaram a voltar semanas depois.

Em sua determinação, Julier afirma que "a renovação da invasão representa uma afronta à Justiça e ao Estado Democrático de Direito que não pode se tolerada". Ele pediu ainda a apreensão de armas, veículos e demais bens dos não índios.

No dia 3, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou carta de um líder xavante denunciando a invasão. Marãiwatsédé é uma terra indígena do nordeste de Mato Grosso e sua demarcação data de 1992. Ao longo dos anos ela foi invadida por grandes e pequenos produtores rurais, entre eles políticos e magistrados que alegavam deter direito de propriedade sobre lotes na área.

A terra foi desocupada integralmente em janeiro deste ano com uso de força policial. Houve confronto e os posseiros chegaram a bloquear rodovias em protesto contra a decisão.

Ainda na sua sentença, o juiz determinou a destruição de lavouras de soja da reserva - ação necessária, diz ele, para controle sanitário, especialmente da ferrugem asiática.

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