Justiça Federal mantém condenação de Jader

A Justiça Federal no Tocantins rejeitou recursos e manteve a condenação do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) por desvio de verbas da extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Em julho, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho condenou o parlamentar a ressarcir R$ 2,2 milhões à União, por apropriação ilícita de recursos federais.

CÉLIA BRETAS TAHAN , ESPECIAL PARA O ESTADO / PALMAS, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2013 | 02h02

Conforme o advogado do senador, Edison Messias, a apelação já está pronta e deve ser entregue na próxima semana. "Do ponto de vista jurídico, a sentença não se sustenta em provas consistentes", disse Messias.

Além de Jader, foram condenados outros réus: Itelvino Pisoni, Vilmar Pisoni, Vanderlei Pisoni, Cristiano Pisoni, Daniel Rebeschini, Otarcízio Quintino Moreira, Raimundo Pereira de Sousa, Wilma Urbano Mendes, Joel Mendes e Amauri Cruz Santos. Eles têm 30 dias, após intimados, para pedir recursos de apelação, que serão julgados em segunda instância, em Brasília.

Para a Procuradoria da República no Tocantins, autora da ação civil pública ajuizada em 2007, os Pisoni e Rebeschini negociaram com Jader a liberação de R$ 18 milhões para um projeto de produção e beneficiamento de grãos para ração. Santos seria o intermediário e o senador receberia uma comissão de 20%.

O escândalo se tornou conhecido em 2000 e levou à renúncia de Jader, então presidente do Senado. O rombo aos cofres públicos foi estimado em R$ 1,2 bilhão. Os advogados dos outros citados não foram localizados.

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