Joedson Alves/Estadão
Joedson Alves/Estadão

Justiça Eleitoral decide se boato sobre morte de Youssef é crime

Segundo a Polícia Federal, falsa informação sobre envenenamento do doleiro pode influenciar a decisão do eleitor neste domingo

Andreza Matais , O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 12h58

A superintendência da Polícia Federal no Paraná irá notificar a Justiça Eleitoral sobre boatos que circulam nas redes sociais informando sobre a morte do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás. Segundo a PF e o hospital onde o doleiro esta internado, Youssef passou bem a noite. A hipótese é que ele tenha tido uma angina instável.

Entre os boatos que circularam nas redes sociais desde a noite deste sábado, está o de que Youssef teria sido envenenado na carceragem da superintendência da PF em Curitiba. Em nota, a PF desmentiu essa informação. Uma montagem de uma página do portal G1, da Rede Globo, com a informação de que Youssef teria morrido nesta madrugada também se espalhou pelas redes sociais e também foi negada pela PF. O portal G1 informou na sua página que "é falsa a notícia que circulou na internet neste sábado (25), atribuída ao G1, afirmando que o doleiro havia morrido."

PF e o advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Basto, reforçam que o doleiro está bem, embora permaneça no hospital, onde ficará, a princípio, internado por 48 horas. Basto, inclusive, afirmou neste domingo ao Estado que "não houve envenenamento" e que seu cliente teria "problemas cardíacos".

Segundo a PF, caberá a Justiça Eleitoral analisar a ocorrência de crime eleitoral, uma vez que a falsa informação pode influenciar na decisão do eleitor neste domingo. A própria Justiça Eleitoral pode pedir a abertura de inquérito de oficio. O Estado apurou que o Palácio do Planalto se esforça para que os boatos sejam desmentidos para que a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição.

Youssef acusou em depoimento à Justiça na delação premiada que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff tinham conhecimento do esquema que desviou recursos da Petrobrás nos últimos anos para políticos da base aliada dos dois governos. A presidente Dilma negou veementemente as acusações. Lula não se manifestou até o momento.

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesPetrobrásAlberto Youssef

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.