Rodrigo Manga/Facebook
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Justiça aceita denúncia que pede impugnação de candidato a prefeito em Sorocaba

MPE acusa Rodrigo Manga (Republicanos) de fraude e abuso de poder; ele nega e diz que “o tempo restabelecerá a verdade”

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2020 | 22h01

SOROCABA – A Justiça Eleitoral aceitou denúncia de fraude e abuso de poder feita pelo Ministério Público Eleitoral contra o candidato a prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos). A promotoria acusa Manga de ter atuado de forma irregular para obter o apoio do Avante à sua candidatura. O MPE pede a impugnação da chapa e perda de direitos políticos. A coligação do candidato afirma que a narrativa da denúncia é “eleitoreira” e que a ação terá desfecho positivo para a candidatura.

Conforme decisão divulgada nesta sexta-feira, 23, o juiz eleitoral Emerson Tadeu Pires de Camargo entendeu haver elementos suficientes para dar seguimento ao processo. “Os documentos que instruem a inicial demonstram, por ora, a plausibilidade das alegações formuladas pela parte autora (MPE)”, despachou o juiz. Além de Manga, são citadas no processo outras quatro pessoas, incluindo o candidato a vice, Fernando Martins da Costa Neto (PSD). Os denunciados terão cinco dias para apresentar defesa.

O MPE recebeu denúncia do candidato a prefeito Flaviano Agostinho de Lima, do Avante, que acusa Manga de ter atuado para a destituição da comissão provisória do partido na cidade, a fim de prejudicar sua candidatura. Conforme a denúncia, a direção estadual do Avante destituiu a comissão provisória quando Flaviano já havia anunciado a pré-candidatura. A nova comissão decidiu que o partido não teria candidatura própria a prefeito e apoiaria a de Rodrigo Manga. O candidato do Avante recorreu à Justiça para conseguir o registro.

A coligação de Rodrigo Manga disse em nota que “vê todo o caso com muita tranquilidade, tendo a certeza de um desfecho positivo, pois sabe que esta narrativa é eleitoreira e o tempo restabelecerá a verdade”. Informou, ainda, que o candidato “tem sido vítima da judicialização da campanha eleitoral e, dentre várias ações impostas pela oposição, já obteve êxito na grande maioria delas”. O candidato ainda não foi ouvido na ação. A campanha dele não sofrerá alteração em razão do processo.

 

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