Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters
Adriano Machado e Rodolfo Buhrer/Reuters

Juristas apoiam Haddad e Bolsonaro discute entrada de venezuelanos com candidato de RR

Presidenciável do PT recebeu apoio em evento em São Paulo enquanto adversário do PSL recebeu visita de candidato ao governo de Roraima em casa

Daniel Weterman e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2018 | 11h49

O presidenciável Fernando Haddad (PT) recebeu nesta quinta-feira, o apoio de um grupo de juristas para sua candidatura à Presidência da República. Reunidos em um hotel da capital paulista, declararam apoio ao petista os advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, Celso Antônio Bandeira de Mello e o ex-ministro da Justiça de FHC José Carlos Dias, além de outros juristas.

Adversário de Haddad no 2º turno das eleições 2018, Jair Bolsonaro (PSL) recebeu a visita do candidato a governador de Roraima Antônio Denarium (PSL) para tratar sobre medidas de um eventual governo do partido para a questão da entrada de venezuelanos no Estado.

No evento em apoio ao petista, houve uma cobrança para que o Tribunal Superior Eleitoral investigue a ação de empresas que, conforme reportagem da Folha de S.Paulo, estão bancando a disseminação de mensagens contra o PT e favoráveis a Bolsonaro pelas redes sociais. "Não pensamos em impugnar a candidatura e não queremos isso, queremos ganhar nas urnas, mas é preciso mostrar as forças que estão por trás", disse Kokay, defendendo "bater à porta do TSE".

No Rio, sobre a conversa com Bolsonaro, Denarium afirmou que Roraima não tem a infraestrutura suciente para receber uma "migração desordenada". "Os venezuelanos estão entrando no Brasil como refugiados, e como refugiados eles não têm restrição pra entrar. Roraima é um Estado que tem pouco mais de 500 mil habitantes e não tem infraestrutura suficiente para receber essa migração desordenada. Temos que criar regras juntamente com nosso presidente da República Jair Bolsonaro".

O candidato ao Executivo estadual enumerou o que quer de Bolsonaro. "As medidas seriam a apresentação de passaporte, atestado de vacinação e também de antecedentes criminais, ou então um mecanismo para alterar a legislação do jeito que está", afirmou. Segundo Denarium, "esse problema não é só de Roraima, é um problema do Brasil que eu, junto com o nosso presidente, vamos ter que ter uma solução". Para ele, "ou se interioriza os venezuelanos, ou se toma medidas de restrição". "Da forma que está é insustentável", declarou.

 

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