Juiz pode decidir hoje destino de presos no Distrito Federal

Entre as decisões estão, por exemplo, se os condenados permanecerão na Papuda ou serão transferidos

Mariângela Gallucci e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2013 | 02h08

BRASÍLIA - O juiz da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios Ademar Silva de Vasconcelos decidiu manter por pelo menos 24 horas os condenados no mensalão provisoriamente nos presídios em Brasília. Ele passou o dia de ontem reunido com parte de sua equipe para acelerar o trâmite das sentenças.

Com isso, o ex-ministro José Dirceu e o deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino passariam mais uma noite na penitenciária da Papuda, em Brasília, de ontem para hoje. Os dois estão recolhidos desde a noite de sábado no local, após ordem do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Vasconcelos recebeu apenas na tarde de ontem a documentação sobre a ordem de prisão de parte dos condenados por envolvimento com o mensalão e a expectativa é a de que tome decisões ainda hoje ou amanhã. Ele terá de definir, por exemplo, se os condenados permanecerão na Papuda ou serão transferidos.

"Estou tentando providenciar a execução das penas dos condenados", afirmou Vasconcelos ao Estado, lembrando que o processo do julgamento conta com nada menos do que 269 volumes. "Talvez, nem amanhã (hoje) esteja pronto. É muita coisa", acrescentou.

Os advogados dos presos pretendem se reunir hoje com o juiz, que é o encarregado da execução. É ele quem vai definir, por exemplo, sobre a possibilidade de o preso deixar a prisão para trabalhar e voltar à noite, se pode receber autorização para encontrar a família em finais de semana.

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