Reprodução/PSDB
Reprodução/PSDB

Juiz diz que não houve ofensa a França em propaganda de Doria

Peça compara uma imagem atual do governador com outra de quando França era obeso para mostrar que ele não representa o “novo” e associá-lo ao PT

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2018 | 22h34

O juiz auxiliar de propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo Mauricio Fiorito disse neste domingo, 23, em despacho, que a propaganda do candidato ao governo João Doria (PSDB) que explora os atributos físicos do adversário Márcio França (PSB) não representa “ridicularização ou ofensa” ao governador.

“A propaganda questionada, embora contenha crítica ácida, aparentemente não extrapolou os limites da liberdade de expressão e direito à crítica constitucionalmente assegurados, não acarretando em possível lesão à honra do candidato”, diz o magistrado.

Fiorito, no entanto, determinou que a peça seja retirada do ar porque os nomes dos partidos que integram a coligação de Doria não são identificados de forma adequada.

A peça que foi ao ar neste sábado, 22, compara uma imagem atual do governador com outra de quando França era obeso para mostrar que ele não representa o “novo” e associá-lo ao PT. “Parecem dois candidatos diferentes mas a história é uma só”, diz o locutor.

A propaganda causou desconforto na campanha tucana. França, que é diabético e passou por uma cirurgia bariátrica, foi às redes sociais para acusar Doria de valer de um problema de saúde comum a milhares de brasileiros para tirar vantagem eleitoral.

Em uma reunião realizada às pressas, o comando da campanha concluiu que o estrago provocado pela propaganda foi maior do que os possíveis efeitos negativos.

 

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