Juiz acusa colega de pagar empréstimo sem sua autorização

"A denúncia é inepta porque trata de um fato completamente atípico", reagiu o juiz Charles Renaud. "Não houve ilícito. Eu havia tomado, dentro dos parâmetros legais, empréstimo autorizado pela instituição mutuante (FHE/Poupex) e pago esse empréstimo com desconto em folha. Tudo da minha margem consignável, como qualquer servidor. À minha revelia, meu sucessor na Ajufer (Moacir Ramos) destinou parte do dinheiro da venda da sala comercial para abater a dívida do meu empréstimo."

O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2012 | 03h05

Renaud, que exerce a função em Sinop (MT), disse que Moacir é seu inimigo. "Ele resolveu destinar parcela de R$ 40 mil para abater minha prestação, sem que eu tivesse autorizado. O Ministério Público entendeu isso como receptação. Mas como posso receber bem material se isso foi transação contábil, de dinheiro que saiu da Ajufer para uma entidade mutuante?", questiona.

Nos autos de procedimento, Solange apresentou sua defesa prévia e requereu o arquivamento do feito alegando ausência de conduta dolosa e inexistência de proveito ou participação voluntária nos contratos fraudulentos. Ramos não foi localizado. / F.M.

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