Jovens tucanos defendem prévias em eleições majoritárias

Tema já foi motivo de polêmica no PSDB, quando Aécio Neves e José Serra disputavam posto de presidenciável

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h05

Em um documento intitulado "Carta de Goiânia", apresentado logo após o Congresso da Juventude da Social Democracia Brasileira, a juventude tucana defendeu a realização de prévias para eleições majoritárias no partido, bandeira apoiada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em sua participação no evento.

"O PSDB surgiu tendo como uma de suas premissas a democracia interna", diz o texto. "A melhor forma de garanti-la é incluir as bases partidárias diretamente no processo decisório da escolha de nossos candidatos majoritários. Por isso defendemos as primárias já nas eleições de 2012".

As prévias foram motivo de polêmicas no PSDB há dois anos, quando Aécio fez ampla defesa das eleições internas, contrastando com o ex-governador de São Paulo, José Serra, que embora não tenha se posicionado contra a consulta aos filiados, nunca despendeu esforços para isso. À época, Serra e Aécio duelavam pelo posto de candidato tucano à Presidência da República em 2010. O mineiro desistiu, e Serra foi à disputa.

Na carta, a juventude tucana listou, além das prévias, outras bandeiras. A primeira é a transformação da corrupção, tema que marcou o noticiário político em 2011, em crime hediondo.

"Não podemos permitir que crimes de corrupção terminem sempre de forma inconclusiva e impune. Por isso propomos transformar crimes de corrupção em crime hediondo para que processos como o do 'mensalão' (sic) não se estendam por anos sem punição aos condenados", diz a Carta de Goiânia.

Os jovens tucanos sustentaram ainda que o PSDB "deve sair na vanguarda do clamor popular pela ética e não permitir em seus quadros nenhum candidato que não seja 'Ficha Limpa'".

A juventude tucana também defende no documento a redução da maioridade penal para 16 anos "sem idade mínima para crimes hediondos", o fim do alistamento militar obrigatório e o direito a meia - entrada em eventos culturais e esportivos para jovens até 24 anos - uma forma, segundo eles, de acabar "com a atual corrupção gerada pela emissão descontrolada de carteirinhas estudantis".

Os jovens tucanos advogaram ainda pelo voto distrital puro.

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