José Rainha teria morte encomendada na prisão

Uma carta enviada à família do líder sem-terra José Rainha Júnior denuncia um suposto pagamento pela morte do ex-militante do Movimento dos Sem Terra (MST).

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA , O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2011 | 03h02

Rainha Júnior está preso desde junho na Penitenciária Zwinglio Ferreira (P-1), em Presidente Venceslau, acusado de chefiar um esquema de desvio de recursos da reforma agrária. A carta teria sido escrita por um preso e faz referência à quantia de R$ 500 mil oferecida pela cabeça de Rainha e de seu braço direito, Claudemir Silva Novais, preso sob a mesma acusação.

O dinheiro seria repassado por "fazendeiros". O texto dá conta de que Rainha e Claudemir seriam mortos durante uma transferência para a Penitenciária de Pinheiros, na capital. Os crimes seriam praticados por integrantes do bando chamado "anjo Gabriel", um suposto grupo de extermínio que agiria nos presídios.

A mulher de Rainha, Deolinda Alves de Souza, recebeu a informação de que os dois foram mesmo transferidos ontem para a unidade da capital. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) limitou-se a informar que "não há nenhum tipo de ameaça destinada ao preso José Rainha Júnior".

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