Jornalista tinha apenas 38 anos

O assassinato do jornalista Vladimir Herzog, à época com 38 anos, no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, um centro de tortura em São Paulo, marcou o início do fim da ditadura militar no País.

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2012 | 03h02

Diretor de Jornalismo da TV Cultura, e acusado de subversão, ele foi convocado no dia 24 de outubro de 1975 para prestar esclarecimentos na sede do DOI-Codi, na Rua Tutoia, zona sul de São Paulo. Compareceu na manhã do dia seguinte e, no final da tarde, estava morto.

A partir de então, uma campanha internacional foi deflagrada contra o regime militar, que tentou emplacar a versão de que Herzog tinha se suicidado em sua cela. Essa versão foi contestada logo que se divulgou a foto que tentava simular o suicídio.

Uma celebração ecumênica em memória de Herzog, na Catedral da Sé, em São Paulo, reuniu milhares de pessoas. Em outubro de 1978, a Justiça responsabilizou a União pela morte do jornalista. Até hoje não foram divulgados os nomes dos agentes que o torturaram e mataram.

Casado com a publicitária Clarice Herzog, ele teve dois filhos. Trabalhou em veículos como o Estado, a BBC de Londres. a revista Visão e a TV Cultura. Em 2009 foi criado em São Paulo o Instituto Vladimir Herzog, para difundir o trabalho do jornalista e promover ações na área de direitos humanos.

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