Jornalista que denunciou policiais é ameaçado no PR

Um dia após o jornalista Mauri König, do jornal curitibano Gazeta do Povo, sofrer ameaças contra ele e sua família, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual do Paraná instaurou ontem procedimento para tentar identificar os autores.

JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h05

Em maio, o profissional fez reportagens sobre uso irregular de viaturas por delegados - os carros eram usados até em idas a casas de prostituição. Após cinco ligações para a redação com ameaças contra o jornalista, König foi para local sigiloso e protegido por seguranças da empresa.

Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o primeiro passo é identificar os autores dos telefonemas. "Já nos repassaram os números e estamos investigando. Queremos checar a credibilidade dessas ligações e ver qual o grau de seriedade delas."

König também é diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Em nota, a entidade relatou detalhes das ameaças feitas, como a de que a casa do repórter seria metralhada.

Um dos jornalistas que atenderam as ligações, segundo a Abraji, disse que a pessoa "se identificou como policial militar e disse ter ouvido de colegas que cinco policiais militares do Rio de Janeiro estavam em Curitiba para metralhar a casa de Mauri".

A Gazeta do Povo informou que "está dando apoio ao jornalista no sentido de garantir sua segurança e acompanhando as investigações policiais".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.