João Lyra defende que PSB defina candidato até terça-feira

Segundo o governador de Pernambuco, partido vai obedecer prazos legais e vai "amadurecer" decisão sobre Marina como substituta

IGOR GADELHA, MATEUS COUTINHO E VALMAR HUPSEL FILHO, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 17h09

O governador de Pernambuco, João Lyra (PSB), afirmou nesta quinta-feira, 14, que a tendência é o PSB continuar a ter candidato próprio à Presidência da República nas eleições deste ano. De acordo com ele, apesar do momento de dor com a perda de Eduardo Campos, lideranças do partido levar em consideração o prazo legal de dez dias para indicar o novo nome e o início da propaganda eleitoral, na próxima terça-feira, 19. Lyra avaliou ainda que a candidata a vice na chapa, Marina Silva, é "sem dúvida" um grande nome, mas o partido "vai amadurecer essa decisão" e anunciar o mais rápido possível.

"O [prazo] legal são 10 dias, e o político nós temos que ter a consciência que o dia eleitoral começa no dia 19", disse, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, após reunião entre a comitiva do PSB com o governador Geraldo Alckmin (PSBD). O pessebista afirmou também que a unidade já defendida por Campos deverá prevalecer no processo de escolha do novo candidato.

"Temos convicção e absoluta certeza de que o PSB vai encontrar o melhor caminho para suceder Campos", afirmou. O governador pernambucano comentou que já chegou, inclusive, a conversar com o presidente interino do PSB, Roberto Amaral. "Essa é a tendência: de ter candidato próprio e deve se confirmar", declarou, acrescentando logo em seguida: "Não posso adiantar absolutamente nada em relação a isso, porque depende das conversações que vamos iniciar a partir de agora".

Em entrevista, Lyra não afirmou claramente se o PSB vai continuar apoiando Alckmin em São Paulo numa eventual candidatura de Marina Silva, mas agradeceu, em nome dele e da família de Campos, a solidariedade e o empenho do tucano no processo de identificação dos corpos das vítimas e das causas do acidente. Ele afirmou que, por telefone, a presidente Dilma Rousseff colocou à disposição todos os serviços do governo federal e informou que os corpos devem ser transportados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

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