João Goulart foi monitorado, diz ministra

A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) afirmou ontem que há "fortes indícios" de envolvimento de agentes do regime militar na morte do ex-presidente João Goulart. "É claro que o presidente Jango foi monitorado pela Operação Condor (pacto de ditaduras do Cone Sul para eliminar opositores políticos), com a qual a ditadura brasileira tinha vínculos", disse ela ao Estado.

VANNILDO MENDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h09

Segundo a ministra, os elementos que apontam para essa hipótese foram levantados pela Comissão sobre Mortos e Desparecidos e estão sob investigação na Polícia Federal e na Comissão Nacional da Verdade. "Analisar a hipótese de que ele tenha sido assassinado é em tudo razoável", disse a ministra. Em audiência na segunda-feira em Porto Alegre, Maria do Rosário disse que os restos mortais de Jango deverão ser exumados, como quer a família do ex-presidente. Ontem, ela confirmou que a medida tem apoio do governo federal.

Deposto em 1964, Jango morreu em dezembro de 1976, na Argentina. O laudo oficial aponta ataque cardíaco como a causa da morte, mas os familiares dizem que ele pode ter sido envenenado.

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