Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

João Doria e Márcio França trocam farpas em debate ao governo paulista

No primeiro bloco do embate, os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes puderam escolher a quem direcionar suas perguntas

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2018 | 19h29

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao governo do Estado de São Paulo, promovido por TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter, foi marcado pelos embates entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), e entre Luiz Marinho (PT) e Paulo Skaf (MDB) - os quatro principais colocados nas pesquisas eleitorais. No primeiro bloco, os candidatos puderam escolher a quem direcionar suas perguntas.

O governador Márcio França se voltou a Doria, questionando se o tucano tinha ciência sobre a quantidade de precatórios devidos pelo Estado. E provocou: "Doria acelera, mas se não engatar, o carro não anda. Quanto São Paulo deve de precatórios? É importante responder. Tem que saber a dívida de São Paulo. Fale o número". França prometeu ainda que, como governador, conseguirá pagar 40% das dívidas em precatórios.

Doria defendeu uma gestão eficiente no pagamento dos precatórios, sem prejuízo às partes envolvidas, e lembrou que o ex-governador Geraldo Alckmin, do seu partido, entregou as contas do Estado no azul. "Farei isso também, com boa gestão". Doria ainda rebateu França: "São Paulo precisa de boa gestão. O que você (França) não faz. Inibe contratos com prefeitos do interior. Você falhou como governador. Suspendeu contratos porque eles não o apoiam. Quero falar sobre propostas."

Por sua vez, Marinho direcionou sua pergunta para Skaf, ressaltando sua ligação ao governo de Michel Temer, de quem é colega de partido, e ao apoio a reformas impopulares, como a trabalhista. "O senhor é do partido do Temer, que deu o golpe, tirou direitos trabalhistas. É o homem do pato da Fiesp. Tem lado na disputa. Você e Doria apoiaram a reforma trabalhista. Você continua apoiando essa reforma?", atacou Marinho.

Skaf, por sua vez, reiterou apoio às reformas, mas sem citar o nome de Temer. "Reformas estruturais e modernização das leis são necessárias. Trabalho remoto, por exemplo, era proibido. Também era proibido tirar férias dividido em três vezes. O mundo vive um novo momento", rebateu.

Ainda no primeiro bloco, o candidato Marcelo Cândido (PDT) se voltou a Marinho e salientou que há um "as pessoas não estão satisfeitas com o PSDB e não apontam o PT como solução. Precisamos de novas ideias", disse.

A candidata Lisete Arelaro (PSOL) manteve um debate com Rodrigo Tavares (PRTB), aliado do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Lisete disse que as mulheres estão mobilizadas contra Bolsonaro, o que foi questionado por Tavares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.