Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

João Amoêdo se diz 'liberal na economia', mas 'conservador nos costumes'

O pré-candidato do Partido Novo se posicionou contra a legalização do aborto e a descriminalização das drogas, mas defendeu o porte de armas

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 10h26

O pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo, definiu-se como um "candidato liberal na economia", mas "conservador nos costumes". Em entrevista ao programa Roda Viva, na noite de segunda-feira, 21, Amoêdo se posicionou contra a legalização do aborto e a descriminalização das drogas, mas defendeu o porte de armas e se mostrou favorável à privatização e à redução da atuação do Estado. Na última pesquisa da CNT/MDA, divulgada no dia 14, Amoêdo aparece com 0,4% a 0,6% das intenções de voto.

O pré-candidato disse, entretanto, que temas polêmicos não estão fechados dentro do partido e que os filiados podem expressar suas opiniões livremente. "A união homoafetiva no Novo é uma definição do partido, como instituição. Somos todos favoráveis. A questão do aborto, até porque é um tema polêmico, nós deixamos isso a cada mandatário definir o que vai fazer. Teremos candidatos que são contra e candidatos que são a favor", disse. A participação de Amoêdo no programa esteve entre os cinco temas mais comentados no Twitter no Brasil na madrugada desta terça-feira, 22.

Sobre a economia, Amoêdo defendeu cortes nos gastos do governo e um Estado mais enxuto, com atuação apenas em setores necessários, como infraestrutura, educação e saúde. O pré-candidato rejeitou aumentar a carga tributária. "Impostos não dá mais para conversar com o povo brasileiro."

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Para acabar com o déficit das contas públicas, Amoêdo defendeu, entre outros pontos, o fim de desonerações para alguns setores da economia, além da simplificação dos tributos, "principalmente sobre o consumo". O pré-candidato também voltou a se posicionar a favor da privatização de estatais. 

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