Jô Moraes declara apoio a Quintão no 2º turno em BH

O PCdoB da deputada federal Jô Moraes, candidata derrotada no primeiro turno, anunciou hoje o apoio a Leonardo Quintão (PMDB) no segundo turno da disputa pela prefeitura de Belo Horizonte. A decisão anunciada pela própria Jô Moraes no comitê de Quintão, tendo ao lado o peemedebista, frustrou a expectativa da campanha de Márcio Lacerda (PSB) - apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) - de que a direção nacional da legenda comunista pudesse convencer o diretório municipal a se manter neutro no segundo turno. A direção nacional do PSB, do candidato da "Aliança por BH" (PT-PSB-PTB-PP-PR-PV-PMN-PSC-PSL-PTN-PTC-PRP), vinha pressionando o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, para que o partido retribuísse o apoio dos socialistas em outras capitais. No caso da capital mineira, que se mantivesse neutro no segundo turno. "Nós respeitamos o PSB nacional, nós consideramos que é um aliado privilegiado no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre, mas aqui, na circunstância de Belo Horizonte, não seria possível esse indicativo", disse Jô Moraes.Quintão, da coligação "Belo Horizonte para Você" (PHS-PMDB), comemorou o apoio e adiantou que pretende exibi-lo no programa eleitoral. "Certamente a Jô vai aparecer ao meu lado", afirmou. Em nota divulgada hoje, o PCdoB argumentou que a indicação de voto se deu com base em compromissos programáticos firmados pela candidatura do PMDB, "vinculados aos direitos do povo e a uma gestão democrática". Ferrenha crítica da aliança entre Aécio e Pimentel, Jô Moraes empreendeu no primeiro turno uma verdadeira cruzada jurídica contra a participação do governador tucano na campanha do candidato socialista. Ela chegou a liderar a disputa no início, mas terminou em terceiro lugar, com 8,82% dos votos válidos. Na nota, o PCdoB alegou que o limitado tempo de TV, as condições materiais insuficientes e "o cerceamento imposto pelas máquinas, não permitiram que a campanha de Jô se expandisse e chegasse ao segundo turno". O partido afirma que o posicionamento no segundo turno "parte da idéia de que a cidade não aceitou uma aliança política entre o PT e o PSDB, que se apresentaram no País e no Estado com diferenças programáticas entre governo da inclusão social e governo de privatizações e da defesa das elites".

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