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Jantar com PMDB expõe à presidente divisões na aliança

Encontro promovido por Michel Temer no Jaburu antecipa dificuldades que peemedebistas terão para compor com o PT

Tânia Monteiro e Eduardo Bresciani / Brasília, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2013 | 02h08

A presidente Dilma Rousseff recebeu o apoio do PMDB gaúcho à sua reeleição em jantar organizado pelo seu vice, Michel Temer, mas não se livrou, no ato, de constrangimento pelas rivalidades regionais. Como ocorre em outros colégios eleitorais do País, o apoio do PMDB gaúcho não está atrelado a uma aliança local e Dilma teve de ouvir de um dirigente o relato sobre o problema estadual. Dos sete principais colégios eleitorais, PT e PMDB só deverão estar juntos em um.

O encontro organizado por Temer ocorreu anteontem no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência. O deputado estadual Edson Brum (PMDB) deixou o anfitrião ruborizado e Dilma com um sorriso amarelo ao dizer que o partido não aceitará imposição do PT, que governa o Estado com Tarso Genro (PT). "O próximo candidato ao governo do Estado é do PMDB e esperamos contar com o apoio do PT", disse Brum, para constrangimento geral.

A presidente evitou a polêmica e, ao agradecer, lembrou que fez sua vida política no Estado.

Os problemas da aliança PT-PMDB nos Estados devem-se a rompimentos provocados pelos dois lados. Além do Rio Grande do Sul, eles devem ter palanques separados em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Pernambuco. Apenas em Minas Gerais a parceria parece viável, depois que Dilma nomeou o deputado federal Antônio Andrade, do PMDB, para o Ministério da Agricultura.

No Rio de Janeiro é o PT que ameaça abandonar a aliança lançando o senador Lindbergh Farias para enfrentar Luiz Fernando Pezão (PMDB). No Paraná, uma diretriz da direção nacional do PMDB de ter candidatos próprios nos Estados torna inevitável a candidatura do senador Roberto Requião contra a petista Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.

O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), confirma que o partido pretende lançar candidatos no maior número de Estados. "Onde não der para ficar junto, é sempre bom lembrar que há um segundo turno", avisa.

Em alguns Estados a aliança parece impossível. Na Bahia, o PMDB é comandado pelo vice-presidente da Caixa Econômica, Geddel Vieira Lima, e por seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima. Os dois fazem oposição ao governador petista Jaques Wagner. A situação é parecida em Pernambuco.

No maior colégio eleitoral, as duas siglas podem fazer um acordo para o segundo turno. O PMDB sonha com candidatura própria para aumentar sua bancada de deputados federais. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, tenta se viabilizar para ocupar esse espaço.

A divisão pode até interessar ao PT, que ainda procura candidato, e pode apostar numa multiplicidade de palanques para levar a eleição ao segundo turno, dificultando uma reeleição do tucano Geraldo Alckmin.

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