Janot defende isonomia na hora do julgamento do mensalão mineiro

Na sabatina em que foi aprovada a sua indicação para o cargo de procurador-geral da República, Rodrigo Janot defendeu ontem um tratamento "isonômico" e "profissional" na análise do processo do chamado mensalão mineiro.

Erich Decat / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2013 | 02h12

O suposto esquema de desvios de recursos públicos e de empréstimos fraudulentos para bancar a campanha à reeleição do então governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) e de aliados em 1998 está previsto para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal no próximo ano. Azeredo, atualmente deputado federal, e o senador Clésio Andrade (PMDB-MG) são os únicos réus que serão julgados no STF porque possuem prerrogativa de foro.

"O tratamento tem que ser isonômico. Estamos tratando da questão de forma profissional. Na minha terra, pau que dá em Francisco dá em Chico. Não tem que ter prioridade porque o sujeito tem cabelo ou não, bonito ou feio, tem uma cor partidária", afirmou Janot em resposta ao senador Humberto Costa (PT-PE).

O nome de Janot - indicado pela presidente Dilma Rousseff no dia 17 deste mês - foi aprovado por integrantes da Comissão de Constituição e Justiça do Senado por 22 votos a favor e 2 contra. Na sessão, os senadores também aprovaram pedido de urgência para que a indicação seja votada no plenário da Casa.

Em seu discurso, ele prometeu criar no comando do Ministério Público Federal uma secretaria de relações institucionais para manter um contato direto com o Congresso. "Parafraseando os versos do compositor Djavan, o Ministério Público não pode ser uma ilha a centenas de milhas daqui. Não deve se isolar do convívio institucional, não deve negar-se à dimensão pública do seu ministério", disse.

"A marca da minha trajetória funcional até aqui revela ser fundamental que o Ministério Público esteja sempre aberto ao diálogo e à interação institucional."

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